Diga não a Provação – Ilustração

Ao sair do seu veículo, um sujeito bateu a porta na lataria do carro que estava estacionado ao lado, num pátio de um supermercado.

Foi apenas um risco sem maior importância, que facilmente desapareceria com um pouco de cera automotiva, mas o dono do outro carro, um sujeito fraquinho e raquítico, ficou muito nervoso e falou um monte de besteiras para ele, ofendendo-o profundamente na frente de várias pessoas e de seu filho, que estava com ele.

Não contente em xingá-lo , provocou-o à briga, mas o homem não cedeu às suas provocações.

Depois que ele foi embora, seu filho lhe disse:
– Puxa, pai, você “dá dois” dele… por quê o senhor não deu uns tapas no cara, pelo tanto que ele te ofendeu?

– Filho, se um desconhecido tenta de dar um pacote suspeito no meio da rua e você o recusa, a quem pertence o pacote? – perguntou-lhe o pai.

– A ele mesmo, é claro!

– Assim também são os insultos, meu filho, seu eu os recebo, são meus; se não os recebo, continuam pertencendo à pessoa que tentou dá-los para mim.

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, uns para com os outros, e para com todos.
I Tessalonicenses 5.15

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Deus não é Velhaco – Ilustração sobre Confiança

Era uma vez um sujeito que se endividou muito e foi condenado a saldar suas dívidas de uma só vez, sob pena de ser preso.

Coincidentemente, nesta mesma época um outro indivíduo recebeu a mesma sentença.

Apesar de seus esforços, nenhum deles conseguiu empréstimo em alguma instituição de crédito nem com seus parentes. E o dia fatal ia-se aproximando rapidamente.

Coincidentemente, também, cada um deles tinha um amigo de infância que era rico e, na noite anterior ao prazo fatal, decidiram lhe telefonar pedindo socorro.

O primeiro ouviu de seu amigo que podia ficar tranquilo, pois tinha o dinheiro disponível e iria lhe emprestar a quantia necessária logo de manhã. Aliviado, deitou em sua cama e dormiu feito criança, pois seu amigo era uma pessoa de palavra.

O segundo ouviu de seu amigo a mesma coisa, mas não conseguiu dormir, pois seu amigo era daquele tipo pessoa que promete as coisas, mas não cumpre o prometido. Era um “velhaco” que já havia falhado com ele antes; indigno de confiança.

 

 

Conclusão:
Quando pedimos algo a um amigo e ele nos promete que vai dar, mas continuamos preocupados, estamos dizendo com esta nossa preocupação que este nosso amigo não é digno da nossa confiança; em outras palavras, que é um velhaco.

Moral da história
Quando pedimos algo a Deus e continuamos preocupados, na prática estamos lhe dizendo que Ele não é digno da nossa confiança;

Nunca Subestime um Coração Humilde – [Ilustrações para Pregação]

Certa vez um pastor convidou um médico, amigo seu, para ir à igreja. De pronto, ele disse que iria no próximo domingo. Na expectativa de fazer-lhe uma boa apresentação do evangelho, o pastor preparou um excelente sermão, mas, uma emergência médica mudou os planos do doutor.

Encontrou-o alguns dias depois. Repetiu o convite. O amigo repetiu a promessa. O pregador preparou-se novamente, mas, curiosamente, uma outra emergência o impediu de ir.

Quase um mês depois, o pastor pediu a um irmão da igreja que trouxesse a mensagem principal do culto. Naquela noite o médico veio visitá-los, para desespero do pastor, pois, aquele irmão, apesar de muito temente a Deus, era homem simples, quase analfabeto.

Como o pastor não tinha como voltar atrás, ficou ali quieto, se remoendo por dentro. Já na leitura do texto bíblico, ele quase morreu de vergonha, pois, o irmão errou todas as palavras. Gaguejou, tossiu, engasgou.

A explicação do texto bíblico, então, foi um desastre. O homem não falou nada com nada e limitou-se a repetir uns testemunhos que a igreja já conhecia de cor.

E, para terminar a tortura do pastor, o irmão ainda resolveu fazer o apelo final (sem nenhuma habilidade).

O pastor já estava ensaiando uns pedidos de desculpas e umas palavras de explicação para o amigo, quando, para sua surpresa, o primeiro a aceitar o apelo foi o médico, que verdadeiramente se converteu a Cristo e tornou-se um dos membros mais ativos da sua comunidade.

Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes.
I Coríntios 1.27

A Experiência de Saul e a Pitonisa Prova uma Experiência Pós Morte?

O relato de I Samuel 28:7-25 tem levado muitos a citarem esta experiência como uma prova do estado de consciência na morte.
Os versículos que narram a história do rei Saul e a pitonisa aparecem sem nenhum comentário. Esta narrativa é verdadeiramente dramática e o autor inspirado não detém a seqüência da ação para uma exposição doutrinária. É necessário portanto, conhecer todo o contexto e as circunstancias que envolveram o incidente, bem como todas as verdades dadas em outras partes da Bíblia, para compreender se o pleno significado da história desta sessão espírita.
Antes de mais nada, devemos ter em mente que o rei Saul era homem perdido, a quem Deus rejeitara e de quem o Espírito Santo se retirara. II Sam. 13:11-14; 15:13-35; 16:14). Havia ele cometido o pecado imperdoável de persistir na justificação própria e desobediência até que Deus cessou inteiramente de comunicar-se com ele, deixando-o ao inteiro domínio de Satanás. (I Sam. 28:6). Foi depois de haver chegado a este ponto que Saul teve a sua experiência com a pitonisa de En-Dor. As ações de um homem perdido, inteiramente sob o controle de Satanás, são fonte paupérrima de prova para a verdade. Elas só podem constituir uma fonte dos enganos de Satanás.
Examinemos a seguir o contexto dos atos de Saul na consulta à pitonisa. Os filisteus tinham invadido a terra de Israel, e Saul estava acovardado. Estava grandemente necessitado do auxílio de Deus, que lhe recusou resposta por qualquer dos meios que Ele próprio estabelecera para revelar-se a Seu povo. (I Sam. 28:6). Os três meios menciona dos neste verso foram vedados a Saul porquanto era homem perdido.
O significado da afirmação encontrada em I Sam. 28:6 é, que nenhuma comunicação sobrenatural que Saul subseqüentemente pudesse receber seria de Deus, mas sim do diabo. Evidentemente Saul sentiu isto, pois foi à procura de outra fonte que não a de Deus. “Então disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium”. Outras traduções dizem: que tenha o espírito de feiticeira. (28:7). Pela lógica das circunstâncias) essa mulher só poderia ser uma fonte de informações satânicas, e coisa alguma na entrevista em questão nos autoriza a tomá-la como verdade de Deus.
Examinemos os pormenores da experiência em si. Saul teve alguma dificuldade em encontrar uma pessoa que estivesse em comunicação com os espíritos, porque Deus havia proibido tais agentes de Satanás entre Seu povo. Ao estabelecer a nação de Israel numa terra expurgada da idolatria, Ele proibiu, sob pena de morte, toda comunicação com os espíritos (Êxodo 22:18); Deut, 18:9-14). Esta é mais uma razão para não aceitarmos nada nesta entrevista como sendo verdade ou evidência de alguma doutrina verdadeira. Sua fonte é uma “abominação” para Deus.
Tudo nesta entrevista está mesclado de falsidade. “Saul se disfarçou”. v. 8. Ele enganou a mulher com sua identidade. v. 12. É esta a maneira de revelar-nos Deus a verdade – pela mentira e por um processo que Ele chamara “abominação”?
Saul pediu à mulher que fizesse “subir a Samuel”. Por que não “descer” se Samuel estava no Céu? Parece que a mulher foi a única pessoa que viu a aparição, pois Saul pediu que ela lha descrevesse (vs. 13 e 14).

Sua descrição convenceu a Saul de que o espírito era Samuel; mas isso não prova de maneira alguma que de fato fosse Samuel. Apenas prova que houve materialização sobrenatural de algo que se assemelhava a Samuel. Uma vez que Satanás tem o poder de personalizar-se para executar seus maus propósitos (II Cor. 11:13-15), nada do que essa aparição disse, fez ou procurou parecer, prova por si mesmo ser Samuel. Tal prova haveria de ser inteiramente objetiva, isto é, fora das declarações da aparição em si mesma.
O espírito que apareceu era real, pois a própria mulher estava aterrorizada (vs. 12 e 13). Se tal aparição fosse de um anjo, ou o espírito de um santo de Deus vindo do Céu, teria produzido conforto e paz, em vez de temor. As palavras do espírito a Saul foram impertinentes e mal-humoradas (v. 15) indignas de um santo glorificado ou de um anjo bom. Além disso, o diálogo entre Saul e o espírito, indicam claramente que ambos sabiam que Saul estava buscando uma fonte de informação não divina ou celestial. Os versos 17 e 18 estão em harmonia com o malicioso espírito de Satanás; ele sempre atormenta aqueles aos quais engana e leva ao pecado. Nada há em toda esta conversação que lembre Samuel ou qualquer indício do Espírito de Deus, muito embora o espírito declarasse ser Samuel.
O clímax do aspecto satânico das palavras do espírito é encontrado no verso 19. O espírito simplesmente não poderia manter-se mascarado até ao fim. Samuel, sem dúvida, se as almas mortas estão conscientes, foi imediatamente para o Céu após sua morte. A Bíblia afirma que ele havia morrido e sido sepultado (v. 3). Mas o espírito de Saul, levando-se em conta repetidas afirmações de que ele era homem perdido, inteiramente rejeitado por Deus, não poderia ir para o mesmo bem-aventurado lugar de habitação que o espírito de Samuel. Entretanto esse espírito diz que Saul e seus filhos estariam com ele – onde quer que ele fosse! Saul subentendeu por essas palavras o significado de sua morte. Ou esse espírito não era Samuel ou este mentiu ao dizer que Saul iria para o Céu quando morresse – ou as duas coisas são mentira. Se o espírito fosse de fato Samuel, não mentiria, mas o espírito mentiu em dois pontos: nem é verdade que o espírito de Saul tenha ido para o Céu, nem seria no dia seguinte, mas vários dias mais tarde, quando Saul morreu. Saul ter-se-ia mostrado feliz se tivesse entendido pelas palavras do espírito que iria para o Céu. Em vez disso, porém, sabendo-se homem perdido por comunicar-se com o espírito de Satanás, as palavras ameaçadoras do arquiinimigo levaram-no a tentar o suicídio nessa noite (versos 20-23) e executar esse propósito vários dias mais tarde (I Sam. 31:3-6).
Nada há nessa entrevista que não seja engano, mentira e perversidade. É parte do grosseiro piano de Satanás infligir um último engano à vítima já levada à destruição.
Para que crêssemos ser este espírito a alma desencarnada de Samuel, precisaríamos de testemunho mais objetivo do que a declaração da pretensa materialização e a febril imaginação do médium e de Saul. lias a evidência objetiva é toda para o outro lado. Antes deste evento, temos as repetidas afirmações de que consultas desta natureza eram abominação para Deus, por serem comunicações com falsos deuses, ou demônios. Depois do acontecimento, temos a afirmação de que por esse pecado culminante Saul perdeu a vida e a salvação (I Crôn. 10:13-14). E temos as afirmações reiteradas da Bíblia de que “os mortos não sabem coisa nenhuma”, não voltam, e dormem na sepultura até que Deus os chame no dia da ressurreição. (Ecles. 9:5, 6 e 10; Jó 14:10; 12-15, 20, 21 e 22; 17:13; Sal. 146:4; 6:5, e outros passos).

 

FONTE: Resposta dada pelo Pregador Adventista, novembro-dezembro de 1953, págs. 23 e 24, a uma consulta.

Pedro Apolinário, Leia e Compreenda a Bíblia.

Deus deixa os seus Rastros

Conta-se de um velho cristão analfabeto, que era homem de muita oração.

Certa vez um rico entrou em sua barraca e lhe perguntou:
– Como sabes que Deus existe, se você nem ao menos sabe ler?

O velho respondeu:
– Pelos Seus rastros. Deus deixa rastros por onde passa.
– Como assim? – indagou o chefe, admirado.

Humilde, ele explicou:
– Quando o senhor ouve passos de animais ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo, um boi ou um animal selvagem?
– Pelos rastros.
– Exatamente.

E o velho crente o convidou para fora da barraca e mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
– Senhor, aqueles sinais luminosos lá em cima são os rastros de Deus. Ele passou por ali! Por isso eu sei que Ele existe!

Entrevista de Emprego para Pastor [Ilustração para Sermão]

Era uma vez uma igreja tão enjoada, mas tão enjoada que, mesmo precisando desesperadamente de um novo pastor, ninguém conseguia preencher seus “requesitos”.

Então, alguém da Comissão de Sucessão Pastoral teve uma idéia brilhante: “Vamos colocar um anúncio numa revista especializada”. Não era uma iniciativa muito ortodoxa, mas todos acabaram concordando.

Apareceram vários candidatos.
Este foi o relatório final do Relator da Comissão:

Candidato número 1: NOÉ
* Muito velho (tem 120 anos). Diz que é bom pregador, mas confessou que nunca conseguiu converter ninguém.

Candidato número 2: MOISÉS
* Gagueja demais (esse só aceitaria o convite se puder trazer seu irmão junto).

Candidato número 3: ABRAÃO
* Não pára em lugar nenhum e já se meteu em problemas com as autoridades.

Candidato número 4: DAVI
* Cometeu uns pecados imperdoáveis no passado.

Candidato número 5: SALOMÃO
* É um sujeito muito inteligente, mas não costuma colocar em prática o que sabe.

Candidato número 6: ELIAS
* Entra facilmente em depressão, se submetido à muito estresse.

Candidato número 7: OSÉIAS
* É um ótimo candidato, mas, sua vida familiar está em pedaços. Divorciado, casou-se com uma prostituta.

Candidato número 8: JEREMIAS
* Muito emotivo e alarmista (o sujeito parece ser uma dor de cabeça).

Candidato número 9: AMÓS
* O sujeito veio da roça (talvez devesse continuar por lá).

Candidato número 10: JOÃO BATISTA
* O sujeito não tem muito tato e se veste como um hippie (não se sentiria bem num jantar da nossa igreja).

Candidato número 11: PEDRO
* Candidato de temperamento forte, mas meio “covardão” (confessou que negou a Cristo três vezes publicamente numa única ocasião, por medo de uma mulher).

Candidato número 12: PAULO
* Este também não tem tato. Por demais duro, sua aparência é igual, e suas pregações são muito longas.

Candidato número 13: TIMÓTEO
* Tem potencial, mas é muito jovem para a posição.

Candidato número 16: JUDAS
* De todos, pareceu ser o mais aceitável. Sujeito prático, cooperador, bom com finanças, pensa nos pobres, e se veste bem.

A Comissão, por unanimidade, indica somente o último para a assembléia da igreja.

Deixa a Raiva Secar – Ilustração para pregação

Ela ficou muito brava e queria porque queria ir até a casa da amiga para brigar com ela. Mas a mãe ponderou:

– Você se lembra daquela vez que você chegou em casa com lama no seu sapato? Você queria limpar imediatamente aquela sujeira, mas sua avó não deixou. Ela lhe disse para deixar o barro secar, pois assim ficaria mais fácil limpar.

– Sim, mamãe, eu me lembro.

– Pois é, meu amor, com a raiva é a mesma coisa. Deixe-a secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mais tarde, a campainha tocou: era a amiga trazendo um brinquedo novo, em reposição ao que havia quebrado, pelo que se desculpou.

E a menina respondeu:

– Não faz mal, não, minha raiva já secou!

Colossenses 2:16 e 17 Diz para não guardar o sábado?

Quando se é adventista do sétimo dia e guarda-se o sábado um dos textos mais usados pelas outras denominações para refutar a guarda do Sábado é o encontrado em Colossenses 2:16 e 17.Que contém o seguinte texto:
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados [grego sabbátōn], porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”

A Maioria das pessoas que vão interpretar esse texto sugerem que ela faz um progressão de dia/mês/ano, mas muitos comentaristas também podem ver claramente que é possível que Paulo tenha usado um Paralelismo, ANO/MÊS/ANO. Paralelismo muito comum no passado. E o mais importante é lembrar que Colossenses trata não com dias em si, mas trata-se em cerimônias.

É possível também achar no antigo testamento oito expressões idênticas a de Paulo que fazem o paralelo ANO/MÊS/SÁBADO

(veja Nm 28-29; 1Cr 23:29-31; 2Cr 2:4; 8:12, 13; 31:3; Ne 10:33; Ez 45:13-17; 46:1-15; Os 2:11). Mas um estudo exegético, linguístico, estrutural, sintático e intertextual de Colossenses 2:16 com esses textos, desenvolvido por Ron du Preez, constatou que o verdadeiro antecedente dessa expressão está em Oséias 2:11, que diz: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades”. Enquanto os dias de “festa” (hebraico hag; grego heortē) dizem respeito às “três festas de peregrinação da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos”, os “sábados” (hebraico sǎbbāt; grego sábbata) se referem às três celebrações adicionais das Trombetas, da Expiação e dos Anos Sabáticos. – Ron du Preez, Judging the Sabbath: Discovering What Can’t Be Found in Colossians 2:16 (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2008), p. 47-94. A tentativa de associar os “sábados” de Colossenses 2:16 com o sábado semanal parece não endossada nem pelo contexto anterior e nem pelo posterior dessa passagem.

No versículo 17 fala que esses “sábados” seriam sobras do que haveria de vir (morte expiatória de cristo) logo, está mais que claro de que esse texto fala da “festa da libertação” que acontecia de sete em sete anos, portanto, os Sábados Solenes e não Sábados semanais.

Deixa ele dormir e não o desperte

Um ateu, depois de ouvir o testemunho de um homem que por muito tempo havia sido um beberrão, comentou de forma escarnecedora:
“Isso é uma grande bobagem! O que está me dizendo não passa de tolice e pura imaginação de sua mente. O que está acontecendo com você, nada mais é do que uma fuga da realidade. É um sonho!”

De repente o ateu sentiu um puxão em sua camisa e viu uma criança pequena olhando firme para ele, com os olhos confusos:
“Por favor, senhor”, disse a criança, soluçando, “se ele estiver sonhando, não o desperte. Ele tem sido um pai muito bom para nós desde que virou crente”.

O ateu ficou tão impactado com o testemunho daquela criança que afastou-se sem dizer nenhuma palavra mais.

Definição de Saudade – História Emocionante

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer.

Porém, com o nascimento da minha primeira filha comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim!

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de “químios” e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes, também vi medo em seus olhinhos, porém, fraquejar, jamais!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

– Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Indaguei: – E o que morte representa para você, minha querida?

– Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?

– É isso mesmo.

– Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei “entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou a visão e a espiritualidade daquela criança.

– E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela.

Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei: – E o que saudade significa para você, minha querida?

– Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição de saudade melhor, mais direta e mais simples que esta. Saudade é o amor que fica!

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Eu pedi uma definição de saudade, mas, ela deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Obrigado anjinho pelas lições e pela ajuda que me deste.

Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

Título: Definição de saudade
Autor: Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clínico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe nº 5758