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Os Pássaros na Gaiola, Comprou nossa liberdade

Um missionário conta que certo dia, quando caminhava pelos arredores de Boston, uma cidade americana, encontrou-se com um menino que trazia uma gaiola cheia de toda espécie de pássaros da região. Perguntou-lhe:

– Menino, onde conseguiu tantos pássaros?

– Cacei-os.

– Que vai fazer com eles?

– Vou brincar.

– E depois de cansar de brincar com eles, que vai fazer?

– Darei eles ao gato para que os coma.

– Oh – disse o missionário – gostaria de comprar os pássaros.

– Senhor, para que os quer? Não cantam. Não servem para nada.

Os passarinhos estavam quietinhos na gaiola. Não moviam sequer uma perna. Só esperavam o martírio.

– Quero comprá-los assim mesmo. Quanto quer por eles?

– Dez dólares pelos pássaros e a gaiola.

O senhor deu o dinheiro, tomou a gaiola e foi embora. O menino, curioso, seguiu-o para ver o que ia fazer com os passarinhos. O missionário chegou a um determinado lugar e abriu a porta da gaiola. Nenhum deles se moveu. Não perceberam que estavam livres. Com cuidado bateu nos lados da gaiola, e os pássaros saíram um a um e se puseram a voar.

O autor deste relato, ao comentar o fato mais tarde, disse: “Deu-me grande prazer ver um passarinho após o outro voar para a liberdade. Parecia que com o bater das asas, diziam: Livres! Estamos livres da morte!”

Amigo, Satanás nos tem engaiolado; somos prisioneiros na gaiola do pecado. Há cerca de dois mil anos, Cristo deixou o Céu e veio à Terra para abrir a porta da gaiola do pecado. Veio dar liberdade aos que estavam presos. A porta está aberta hoje. Por que não fugir do pecado e ser livres com Cristo? Por que permanecer na gaiola do pecado se Cristo abriu a porta?

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Cinco Milhões por Uma Pérola

O evangelista Walter Schubert relata uma conversão espetacular ocorrida com uma moça japonesa.

Alguns anos antes de começar a Segunda Guerra Mundial, uma jovem da alta sociedade do Japão, onde também pregamos o evangelho eterno, assistiu a uma série de conferências. Seus pais tinham os títulos de conde e condessa e eram relacionados com a mais seleta sociedade japonesa.

A moça era filha única. Havia cursado universidades, e possuía o título de doutora em filosofia. Falava alemão, francês e inglês. Depois de assistir a todas as conferências, e estando plenamente convencida de que só a Bíblia contém a verdade divina, resolutamente abandonou o xintoísmo e abraçou a verdade ensinada pela Igreja Adventista, aceitando incondicionalmente a Jesus como seu Salvador pessoal e passando a guardar o sábado e esperar pela segunda vinda de Cristo.

Quando seus pais tomaram conhecimento de que ela havia mudado de religião, ela passou a enfrentar dificuldades que nenhum de nós é capaz de imaginar. Vivia num palácio como filha única. Nunca havia feito trabalhos domésticos, pois criados lhe prestavam serviços. Estava acostumada a uma vida de luxo.

Um dia o pai a chamou:

– Minha filha, você não pode prosseguir com essa religião cristã adventista. Como pode abandonar o xintoísmo? Você sabe que sou conde, e o que pensará a sociedade e as esferas governamentais quando souberem que você faz parte dessa religião fanática?

Com carinho a filha procurou convencer o pai de que só a Bíblia personifica a verdade divina, e que ela só podia acreditar no Deus conforme revelado neste livro, e em Jesus Cristo nosso Senhor.

Mas o preconceito do pai o impediu de ver a beleza do plano da salvação. E quase diariamente a jovem tinha sérios desgostos, até que o pai lhe disse que se não renunciasse à nova religião teria de abandonar o lar.

A mãe quis intervir em favor da filha, mas não obteve êxito. O pai finalmente lhe disse:

-Você tem duas horas para preparar as malas e abandonar esta casa.

Atribulada, a jovem teve que preparar as malas, sozinha pela primeira vez, pois o pai havia ordenado que ninguém a ajudasse. Aos seus ouvidos ressoavam as palavras de Jesus: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim”, e isso a animou a cantar o hino:

“Minha cruz eu tomo e sigo,

A Jesus eu sempre sigo;

Aonde for, a Ele eu sigo.

Seguirei a meu Jesus.”

Depois de haver reunido todos os pertences, pegou seu dinheiro e o colocou na carteira.

Ao terminar, chegou o pai com a ordem de que levasse ela própria suas malas até o carro que a esperava à saída, e este a conduziu a uma das praças da cidade. Ali, o pai lhe ordenou que descesse e partisse.

Encontrando-se só e perplexa, pôs-se a pensar. Logo lhe veio à mente hospedar-se em um hotel. Assim o fez. De repente, disse a si mesma: “Como sei alemão, francês e inglês, vou dar aulas de línguas para ganhar o meu sustento.” Dito e feito. Alugou um apartamento e pôs um anúncio num dos jornais da cidade. No dia seguinte se apresentaram vários alunos, e ao fim de poucas semanas tinha um número de estudantes que já nem podia atender.

Assim vivia tranquilamente, guardando o sábado como fiel filha de Deus, até que certo dia um carro parou em frente à sua casa, e dele saltou seu venerável pai, com o propósito de vê-la. Abraçou-a e chorando disse:

– Filha, estes três meses que você esteve ausente foi um inferno para sua mãe e para mim. Temos chorado todos os dias, e não podemos mais viver assim. Volte para casa e siga a sua religião. Faça o que quiser, contanto que volte para casa. Só uma coisa lhe peço: quando eu morrer, e isso não vai demorar, porque os médicos me dizem que não sobreviverei a outro ataque de coração, queime incenso ao meu espírito, segundo o rito xintoísta.

Este pedido foi devido ao fato de crerem os xintoístas que morto o pai, seu espírito se transforma numa espécie de divindade intermediária entre seu deus e os filhos. Isso os obriga a queimar incenso em sua honra em certas ocasiões.

A filha respondeu:

– Papai, eu lhe amo muito, como também a minha querida mãe; desejo voltar pra casa, porém não posso prometer o que pede, pois quebraria o primeiro e segundo mandamentos que dizem para eu não ter outros deuses e imagens. Como poderei cumprir o seu desejo, honrando sua imagem como a de uma divindade? Isto é contrário à Bíblia, e não poderei fazê-lo sem cometer pecado.

O pai, um tanto irado, disse:

– Terás que fazê-lo.

A filha respondeu com toda sinceridade e com todo o amor:

– Papai, eu poderia dizer que o farei, mas uma vez que tenha morrido não cumpriria o prometido. O senhor não saberia, mas assim procedendo eu transgrediria o nono mandamento que manda não mentir. Deus exige que eu guarde os Dez Mandamentos, meu querido paizinho, por isso não posso prometer o que me pede. Mas cuidarei do senhor com todo o carinho enquanto viver.

Pela segunda vez o pai quis obrigá-la à força, porém não o conseguiu, e irritado gritou:

– Está bem. Fica deserdada. Adotarei outra filha. Você está morta para nós.

Com efeito, dias depois adotaram outra jovem como filha. Logo após, esse homem morreu repentinamente. Conforme a ameaça feita, ele legou toda a fortuna de cinco milhões de dólares à filha adotiva.

A filha legítima não lamentava a perda da herança. Ao contrário, dizia: “Prefiro a pérola verdadeira da salvação, aos cinco milhões de meu pai.”

A Porta do Coração – Ilustração para sermão

Na conhecida tela de Holman Hunt, “A luz do mundo”, há um casebre abandonado e em ruínas. Em frente da janela existe um grande espinheiro com ervas daninhas quase cobrindo o caminho. A porta está coberta de musgo.

Diante da porta bem fechada, de gonzos enferrujados, acha-se na obscuridade e no sereno um homem de estatura grande e possante, cujo rosto revela cansaço e fadiga. Uma das suas mãos está levantada para bater à porta, enquanto a outra segura uma lâmpada cujo raio talvez possa penetrar por uma fresta da porta.

É Cristo, o Filho de Deus, procurando entrar no coração do pecador! Ele está esperando a porta abrir-se.

Quando Holman pintou este quadro maravilhoso do Rei coroado de espinhos, batendo do lado de fora, mostrou a tela na sua oficina a um de seus melhores amigos, antes de apresentá-la ao público. O amigo examinou a figura real de Cristo, do lado de fora daquela porta, e disse:

– Mas, você cometeu uma grande falta!

– Qual? – perguntou o artista.

– Pintou uma porta sem maçaneta.

– Não é um erro – disse o artista – esta porta não tem maçaneta por fora, ela só se abre por dentro.

Assim, a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Cristo não força, apenas bate.

Quanto Valemos? – Ilustração para Crianças

Queridos amiguinhos. Gostaria que vocês prestassem bastante atenção porque nosso assunto de hoje é muito importante.

Guardem esta pergunta na mente: Quanto você vale?

Pensem comigo. O que vale mais: uma nota novinha de 10 reais, aquela que acabou de sair do banco, que ainda não foi usada nenhuma vez, ou aquela nota, também de 10 reais que já está bem gasta, que já esteve no bolso de muita gente e já deu a volta no Brasil? As duas valem a mesma coisa!

Vamos continuar pensando. O que vale mais: essa nota de 10 reais bem novinha, sem uso algum, ou uma nota bem velhinha, toda dobrada, os números já estão quase ilegíveis, só que de 20 reais? Qual das duas vale mais? Certo! A de 20 reais, apesar de velhinha apresenta maior valor.

Pergunta: Será que, para as pessoas, é a mesma coisa? Vamos ouvir a história do rei Medo.

Ele era muito poderoso. Bastante riqueza e grande exército. O seu navio de viajar usava mais de 100 remadores. Naquela época, a condução nas águas era toda a braços de homens (remos).

Ele foi naquele fim-de-semana à Ilha Bela, próxima do continente. Saiu bem cedinho. Seus remadores estavam contentes com aquela viagem de passeio. Ali na Ilha, eles tinham liberdade de passear e folgar.

A maioria, enquanto ouvia a batida do metal para colocar o remo na água, ao mesmo tempo aproveitava para cantar. Outros iam mais pensativos. Porém, certo rapaz bem afeiçoado, braços muito fortes, pernas musculosas, reclamava.

Ao anoitecer, quando o rei se vestiu de marujo e foi ouvir o que seus remadores cantavam ou falavam, se aproximou daquele rapaz e ficou ouvindo o que ele dizia a outro companheiro enquanto remava.

– Sabe, fulano. Eu gosto do rei. Ele é justo e misericordioso. Nosso trabalho é valorizado e reconhecido pela corte. Só tem uma coisa que eu não entendo.

– O que? Pergunta o colega.

– Esse bando de conselheiros que o rei mantém no palácio. Eles ganham 20 vezes mais o valor dos nossos salários… para fazer o que? Conversar nas reuniões e dizer “não sei o que e nem para que”.

A resposta do colega foi:

– Se o rei os mantém, é porque devem ser úteis.

Contesta o reclamante:

– Para que eles servem?

Vagarosamente o rei se afastou.

Pela madrugada eles aportam numa pequena baía e foram nos barcos até ao acampamento preparado na praia grande.

Antes do amanhecer, o rei chamou Cesarino, o rapaz que reclamou no barco, e lhe diz:

– Jovem. Nessa madrugada estive ouvindo certos rumores naquela cabana próxima. Parecerem gemidos. Por favor, vá até lá descobrir o que aconteceu.

Prontamente Cesário percorre aquela distância e volta com a informação.

– É só uma gata que criou gatinhos barulhentos.

– Muito bem, diz o rei. Que tipo de gatos são?

O remador não tinha visto esse detalhe. Sai correndo e volta rápido, dizendo:

– São do tipo siamês.

– Siamês. Bela raça, acrescenta o rei, que continua perguntando: Quantos gatinhos estão lá?

Isso também o remador não observou Sai numa tremenda disparada e volta com a informação.

– Majestade, seis lindos animaizinhos.

O rei quer mais acerca dos bichinhos e pergunta:

– Quantos machos e fêmeas tem lá?

Outra disparada do jovem reclamador.

– Excelência, estão ali três machos e três fêmeas.

O pobre rapaz já estava quase sem fôlego, totalmente esgotado e já amolado com as quatro idas e vindas.

– Muito bem, Cesário. Agora fique sentado aí. O rei, dirigindo-se a outra pessoa, ordena: Me chame o Cerrano, o conselheiro chefe.

– Olá, primão. Como está? Cumprimenta Cerrano o jovem Cesário ao chegar à presença do soberano que reinava.

– Vocês são primos, não é verdade?

– Sim, majestade. Somos primos-irmãos. Tivemos a mesma infância no mesmo lugarejo. Nadamos, brigamos, estudamos e vivemos juntos até aos 15 anos. Depois eu continuei os estudos e o Cesário foi ser pescador.

– Cerrano, esta madrugada eu ouvi estranhos gemidos vindos daquela velha cabana. Você poderia ir até lá descobrir o que houve?

– Com sua licença, excelência. Já retorno.

Tempos depois, Cerrano volta.

– Viva o nosso grande rei! Eu vi ali uma ninhada de gatinhos recém-nascidos.

– Que tipo de gatos?

– Siameses, meu rei.

– Quantos são?

– Seis, majestade.

– Quantos machos e fêmeas são?

– Ali estão três machos e três fêmeas. Eles nasceram dentro do barril ali abandonado. Quando saí do local, avistei certo estranho e perguntei se ele sabia quem era o proprietário da tapera. Gentilmente fui informado de que o prefeito guardava ali coisas velhas e era o dono dos gatos. Quando disse que era o conselheiro do rei, ele me disse que os animaizinhos estão à sua disposição.

O rei olhou para Cesário, o remador queixoso e disse:

– Por esse motivo Cerrano é o meu conselheiro chefe. Ele só foi uma única vez e trouxe mais informações do que eu solicitei. Você foi quatro vezes para me dar apenas parte das informações.

Cabisbaixo, o remador resmunga:

– O rei está com a sabedoria. “Cada macaco no seu galho.”

O que aprendemos com esta história?

1. Não invejar o destaque alheio, mas se esforçar para ser melhor e mais útil. Na maioria das vezes, estamos onde merecemos.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a ser melhor e fiel. (Repetir duas vezes).

Os Alpinistas [Historinha Infantil]

Vejam, meninos e meninas. Vocês já ouviram contar muitas histórias acerca dos alpinistas (pessoas que gostam de escalar montanhas perigosas), não é verdade?

Essa gente se prepara de forma completa, tanto no físico como no espírito.

• O corpo é exercitado até ao limite máximo;

• O espírito formado até ao máximo também.

Escalar montanhas exige determinação, coragem, resistência e, ainda, fé em Deus. É preciso também conhecer e confiar nos vários equipamentos usados.

Dois garotos, Sertório e Severo, eram irmãos gêmeos. E com a mesma paixão – o alpinismo.

Fascinados, acompanhavam as notícias de bravos e fortes senhores das montanhas. Os primeiros conquistadores dos Alpes europeus, foram exatamente chamados de alpinistas -daí até hoje ser denominado alpinista qualquer escalador de picos.

Os dois irmãos entraram para o alpinismo bem jovens ainda. Buscavam com entusiasmo todo conhecimento físico e psicológico para tão elevada aventura.

Por serem evangélicos, não praticavam vícios (cigarros, bebidas, farras). A prática do exercício físico até ao limite, os deixava cada vez mais confiantes e corajosos. As medalhas e os troféus quase sempre vinham para a dupla.

Chegou a prova final. Juntamente com mais seis jovens, eles resolveram atingir o ponto mais alto de determinada montanha.

Equipados e muito entusiasmados, partiram para a última conquista. Depois de acamparem nas encostas geladas algumas noites, chegou o dia D – era vencer e vencer. Era o último acampamento. Todos estavam cansados e famintos.

– Vamos nos deter, disse o mais velho e experiente companheiro, o que foi admitido pelos demais.

Depois de algumas horas de descanso, os dois irmãos apanharam a corda mais comprida que traziam na viagem e resolveram pesquisar a área para, no outro dia, atingirem o pico desejado.

Não abandonaram as precauções e as cautelas próprias dos verdadeiros alpinistas. Severo, o mais religioso, sempre lia alguma coisa da Bíblia e fazia a sua prece antes de iniciar qualquer escalada, pequena ou grande. Ele orava: “Senhor, nós queremos subir para mais perto de Ti. Ajuda-nos.”

Eles não poderiam ir muito longe porque a noite de lua nova estava cobrindo as estrelas com nuvens escuras. Caminharam, então, com a lanterna própria de cá para lá.

– Devemos retornar, diz Severo.

Mas o irmão propõe ir mais além. Amarraram a ponta da corda num grampo (pino fincado na rocha) e se preparam com os outros equipamentos.

A noite, muito escura, não permitia ver o próximo passo e, antes de apanharem a lanterna, a corda começou rapidamente a se estender e, em poucos instantes, os dois estavam pendurados no espaço.

– Meu Deus. Salva-nos, gritou Severo, o mais religioso e confiante.

– O que vamos fazer, mano? Interroga Sertório. Nós devemos estar numa altura perigosa. Vamos nos arrebentar se sairmos da ponta da corda.

Tentaram voltar, mas era impossível, devido ao posicionamento da corda que os prendia no espaço. Novamente, Severo clama:

– Senhor Deus, eu creio em Ti. Salva-nos.

Uma voz cavernosa, num som roço e profundo, diz:

– Cortem a corda se vocês realmente crêem em Mim.

Severo diz:

– É voz de Deus.

O irmão contesta:

– Como pode ser? É suicídio cortar a corda. Vamos nos matar.

– Pense melhor, mano, Diz Severo. Nós clamamos ao Pai e não ao diabo. A voz é divina! Eu vou cortar só a ponta que me prende.

Isso feito, Severo cai apenas a dois ou três metros no solo firme, e exclama:

– Graças a Deus, graças a Deus!

Não tendo como nem enxergar o companheiro, diz Severo ao irmão:

– Pena que você não acreditou na voz divina. Nós precisamos buscar a Deus com fé, senão é impossível ser ajudado. Eu vou tentar buscar auxílio para você.

Era apenas mais uma saliência da rocha e Severo demorou bastante para se livrar daquele espaço reduzido.

– Senhor, orou Severo. Limpa melhor o Céu para eu poder ver as estrelas e me orientar nessa noite tenebrosa.

O manto negro do espaço num só momento é enrolado. As estrelas brilham com intenso fulgor e glória.

– Obrigado, Senhor, agradece Severo.

Com mais algum tempo, Severo chega ao acampamento se orientando pelas estrelas.

Todos partem em busca do irmão e amigo em grande perigo. A noite daquela madrugada estava mais fria do que nunca

– Sertório deve estar regelado, e corre perigo muito sé rio, diz o mais experiente dos alpinistas.

Com mais alguma busca eles conseguem descobrir a ponta da corda. Severo, então, grita:

Alô, irmão. Você está bem?

Nenhuma resposta. O silêncio toma conta da equipe. Todos imaginam o pior. Aos poucos eles vão puxando a corda até que Sertório aparece. Ele está desmaiado mas o coração está batendo.

Graças a Deus, dizem todos. Vamos enrolá-lo nos cobertores e carregá-lo até ao acampamento.

Alguns instantes mais e Sertório abre os olhos e agradece pelo salvamento.

– Eu não acreditei na voz de Deus, repetia com tristeza.

Quando o Sol apareceu, Sertório teve que ser levado de volta e encaminhado ao hospital. Parte de um dos seus pés estava congelado. De tanto tentar subir pela corda, perdeu a bota do pé direito. O médico precisou cortar parte da ponta do pé do acidentado jovem.

Com tristeza, ele disse:

– Doutor, eu não acreditei na voz de Deus. Custou muito caro a minha falta de confiança no Senhor dos Céus. Com a falta desse pedaço de pé, fica muito difícil continuar sendo alpinista.

– Lamentavelmente, isso é verdade, responde o médico.

O que podemos aprender nesta história?

1. Deus pode nos ouvir e ajudar em qualquer lugar ou circunstância em que estivermos. Porém, nós devemos aprender a ouvir e obedecer a Sua voz.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a crer e confiar sempre em Ti. (Repetir duas vezes).

Duas vezes salvo

Winston Churchil, o grande estadista inglês, gostava de contar a história de que ele fora salvo duas vezes.

Numa mansão rodeada de belos jardins havia uma grande piscina. Vários meninos estavam ali brincando e nadando, quando um menino menor que não sabia nadar escorregou e caiu na piscina. O garoto estava se afogando, e o filho do jardineiro quando viu o que estava acontecendo, saltou na água e salvou o pequeno Winston. O pai do menino rico – em gratidão – chamou o jardineiro e disse:

– O que posso fazer por seu filho em recompensa por haver salvo meu filho? O que ele quer estudar?

Respondeu o pai do menino pobre:

– Ele quer ser médico.

– Pagarei todo o curso dele na melhor escola de medicina.

Os anos se passaram, Winston Churchil tomou-se estadista. Um dia foi acometido por uma grave pneumonia. Os melhores médicos foram convocados, mas o caso era grave. Chamaram então o grande médico e cientista Alexander Fleming, o descobridor da penicilina. Com a aplicação da penicilina Winston Churchil foi salvo da pneumonia.

Esse grande médico era o filho do jardineiro, que quando criança salvou Winston de morrer afogado na piscina, e agora salvou-o de morrer de pneumonia. Churchil dizia: “Este homem me salvou a vida duas vezes.”

Perdeu a vida para salvar

O Professor José Carlos Ebling narra em seu livro Amigos Para Sempre um episódio que encerra profundo amor. Descreve ele:

“Foi no domingo, dia 29 de agosto de 1977, que o fato ocorreu. O sargento Sílvio Delmar Holembach passeava com a família no zoológico de Brasília, quando Adilson, devido à própria imprudência, caiu no viveiro de ariranhas. Apesar do grande número de pessoas presentes, o sargento foi o único a saltar, salvando o menor. Ele não atendeu nem aos apelos da própria família, quando viu os ferozes animais atacando Adilson. Pulou no tanque, tomou o menino nos braços e o ajudou a subir o poço de dois metros de altura. Quando ele próprio se preparava para subir, foi agarrado nas pernas por uma das grandes ariranhas, sendo jogado dentro do poço.

“Imediatamente, todos os outros animais caíram sobre ele, ar-rancando-lhe pedaços do corpo com os dentes afiados. Quando operários do zoológico conseguiram entrar no poço, afastaram as ariranhas, mas o sargento já estava completamente mutilado.

“Holembach foi levado para o hospital das Forças Armadas, onde veio a falecer.

“Esta é a mais bela história que Adilson já ouviu e jamais esquecerá. Tenho certeza de que toda vez que ele ouvir o nome de Sílvio Delmar Holembach, seu coração pulsará mais depressa.

“Certamente ele lerá muitas vezes a reportagem publicada nos jornais e guardará com carinho a publicação da notícia. Ele contará essa história aos amigos e aos futuros filhos e netos.

“Holembach morreu para salvar Adilson.”

Assim fez Jesus por nós. Desceu ao fundo do poço para nos resgatar, embora isso Lhe custasse a vida.

Apanhem Água

Anos atrás um pequeno navio veleiro que se dirigia para a América do Sul, ficou detido no mar e as provisões de água para beber acabaram-se. Estavam passando sede. Avistaram um barco que se aproximava e pediram-lhes:

– Por favor, dêem-nos um pouco de água, estamos morrendo de sede.

A resposta foi:

– Mergulhem os baldes e apanhem água.

Diante da insistência mergulharam os baldes e apanharam água doce, pois ali era a foz do rio Amazonas. Eles não podiam imaginar que estavam em cima de água doce.

Assim acontece hoje: milhões passam sede espiritual, tendo ao seu alcance a fonte da água que é Jesus.

Salvos entrando na Glória

Salvos entrando na glória

Certo homem queria estudar profundamente o Apocalipse. À noite, teve um sonho no qual viu uma multidão de salvos entrando na cidade santa. Viu uma caravana de profetas entrando, e pensou: “Não posso entrar porque não sou apóstolo.” Depois viu uma multidão de pregadores entrando, e já desanimado concluiu que não poderia entrar, visto que nunca havia pregado um único sermão. Tomado de tristeza, viu uma multidão incontável de mártires, mas ele não era mártir. Eis que surge, então, uma multidão vinda de todas as partes da Terra.

– E agora, quem são estes?

– São pecadores arrependidos – foi a resposta.

“Não haverá música para eles”, pensou. Porém, logo ouviu as hostes angelicais cantando glórias, mais do que para os anteriores. Na frente da multidão, Maria Madalena conduzia os pecadores arrependidos. Tomado de alegria indizível concluiu: “Agora posso entrar, pois sou um pecador arrependido.”

Se não somos profetas, apóstolos, pregadores ou mártires, podemos ser pecadores arrependidos a caminho da santa cidade.

Eu quero ir com os pecadores arrependidos. Você também quer ir?

Resgate sob fogo inimigo

O jornal O Estado de S. Paulo, de 9 de junho de 1995, narrou um episódio ocorrido na Bósnia. Trata-se de uma dramática história ocorrida no mês de junho de 1995. O capitão piloto Scott 0’Grady teve seu avião caça F-16 abatido por um míssil sérvio-bósnio, no dia 2 de junho. No mesmo momento o piloto foi ejetado do avião, caindo num lugar de selva. Ali ele teria que sobreviver até ser libertado. Durante dois dias alimentou-se de seu kit de sobrevivência. Depois, teve que beber água da chuva e comer insetos. Durante seis dias passou por severas privações em território hostil. No dia 7 de junho, o Conselheiro de Segurança dos Estados Unidos fez um plano com o Presidente Bill Clinton para resgatar o piloto Grady. No dia 8, através de seu rádio, Grady entrou em contato com um avião da OTAN. Na mesma noite o Conselheiro de Segurança comunicou-se com o Presidente Clinton, dizendo: “Vamos resgatá-lo esta noite.”

Às 5h50, dois aviões e quatro helicópteros, decolaram do navio anfíbio Kearsage. no mar Adriático. Às 6h44, dois helicópteros CH-53 se aventuraram a descer numa clareira no meio da selva em território inimigo. Quando o piloto Grady viu os helicópteros descerem, saiu de seu esconderijo e correu até um dos helicópteros dizendo: “Estou pronto para sair deste inferno.”

Em menos de dois minutos foi resgatado. Mas, enquanto o helicóptero decolava, os rebeldes sérvios dispararam um míssil, porém erraram o alvo. No momento em que o helicóptero estava subindo, ainda foi atingido por balas de armas de fogo mais leves, que perfuraram as hélices, sem causar conseqüências graves.

Finalmente, o piloto Grady foi recolhido. Embora faminto, cansado e com hipotermia, estava quase sem ferimentos. Imediatamente, foi levado ao navio Kearsage, onde foi hospitalizado para recuperação da saúde. Estava agora livre da terrível tragédia.

Esta história nos dá uma pálida ideia da situação do homem no terreno inimigo, e do esforço de Jesus para nos resgatar.