Archives for : novembro2015

O Aprendiz e o Sábio – Aprenda com Seus Erros

Um sábio conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com agilidade, enquanto o rapaz escorrega e cai a todo instante.

O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro, e continua a acompanhar seu mestre.

Depois de uma longa caminhada, sem nada dizer, o sábio dá meia volta e começa a viagem de volta.

– Você não me ensinou nada hoje, diz o aprendiz, logo após levar mais um tombo.

– Ensinei sim, mas parece que você não quer aprender, responde o sábio. Estou tentando lhe ensinar como se lida com os erros da vida.

– E como se lida com eles?

– Como deveria lidar com seus tombos, responde o sábio, em vez de ficar praguejando o tempo todo, procure descobrir o que está te fazendo escorregar e cair.

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.
Mateus 26.41

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Apenas uma Corrente Fina

Certo dia um homem foi a um circo e ficou observando os animais fortes e ferozes. Cada qual em sua jaula, menos o elefante, que era mantido preso por uma ridícula corrente, completamente incapaz de deter o mais forte de todos os animais daquele circo. O homem não conteve sua curiosidade e perguntou ao tratador de animais:
– Vocês não têm medo que o elefante quebre essa correntinha e fuja?

– Não! Ele não consegue quebrar essa corrente.

– Como assim, até eu seria capaz de quebrar essa corrente, se me prendessem a perna com ela?

– Ele não consegue quebrá-la porque nem tenta fazê-lo. Quando ele era pequeno, ele tentou várias vezes, mas, não conseguiu, pois, naquela época, essa corrente era capaz de prendê-lo. Agora ele cresceu, mas ainda não “sabe” que ficou mais forte que a corrente, que agora pode quebrá-la com um simples puxão de perna. Como dizemos, ficou condicionado. Por isso, nem tenta mais.

Amor na Latinha

(Uma história real)

Dois irmãozinhos maltrapilhos, um de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo comida de porta em porta.

Depois de muitas portas na cara, acabaram ganhando uma latinha de leite condensado.

Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O maior fez um furo na latinha, levou-a à boca, sorveu só uma gotinha e passou a lata para o menor.
– Agora é a sua vez.

O pequeno chupava o leite condensado com um prazer indescritível.

Para evitar que ele bebesse muito depressa, o maior tomava-lhe a lata e dava à entender que ia beber à vontade, mas, só molhava os lábios, para deixar mais leite para o caçula.
– Agora é a sua vez. Só um pouquinho, hein…

Quando o leite acabou, o mais velho começou a cantar, a sambar e a jogar futebol com a lata vazia. Estava radiante.

O estômago vazio, mas o coração cheio de alegria.

E recomeçaram sua caminhada de porta em porta.

A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco – Romanos 13.8

Qual Filho a Mãe Ama Mais?

Certa vez perguntaram a uma mulher que tinha tido muitos filhos qual era o seu filho preferido, aquele que ela mais amava.

“Nada é mais volúvel que um coração de mãe”, respondeu ela, “o filho a quem eu mais amo, a quem eu me dedico de corpo e alma, é o meu filho doente até que sare; o que partiu, até que volte; o que está cansado, até que descanse; o que está com fome, até que se alimente; o que está com sede, até que sacie sua sede; o que está estudando, até que aprenda; o que está nú, até que se vista; o que não trabalha, até que se empregue; o que namora, até que se de case; o que prometeu, até que cumpra; o que deve, até que pague; o que chora, até que se acalme”.

E, já com um olhar distante, completou:

“O que me deixou, até que eu o reencontre”.

Autor: Anderson Alessandro Pereira.
Fonte: O MENSAGEIRO, edição 2005, pg. 44.

Amigo da Onça – Uma história sobre amizade

Dois amigos foram caçar, mas um deles era muito medroso. Lá pelas tantas, estando os dois amoitados, na tocaia de algum bicho, o medroso perguntou ao outro:

– E se aparecesse uma onça aqui, agora, o que você faria?

– Ué… respondeu o amigo corajoso, eu mirava a espingarda e metia chumbo nela.

– E se, por acaso, o tiro falhasse, o que você faria?

– Eu puxava do facão e enfrentava ela!

– E se, por acaso, o cabo do facão quebrasse, o que você faria?

– Bom, meu amigo, aí nesse caso só restaria correr e subir numa árvore bem alta.

– E se, por acaso, não tivesse nenhuma árvore bem alta por perto, o que você faria?

– Espera lá, esbravejou ele, já meio assustado, você é meu amigo ou é amigo da onça?

Além do Dever – Ilustração

Um homem foi contratado para pintar um barco.

Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando por uma fresta no fundo do barco, e decidiu consertá-lo. Terminado o serviço, recebeu seu dinheiro e se foi.

Uma semana depois, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso e falou: – O senhor já me pagou pela pintura do barco.

Ele então respondeu: – Isto não é pela pintura, é por ter consertado o vazamento do barco.

– Foi um serviço tão pequeno, disse o pintor, que eu nem quis cobrar. Por que você está me dando tudo isso?

– Meu caro amigo, quando eu pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Três dias depois, meus filhos, sem me avisar, saíram para uma pescaria em alto mar. Eu não estava em casa naquele momento e fiquei desesperado, pois eu sabia que o barco podia afundar. Você não imagina o meu alívio e minha alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Você evitou que os meus filhos corressem risco de morte! Muito obrigado…

Ainda que Caia, Não Ficará Prostado

Paul Wylie estava a patinar nas Olimpíadas de Inverno em 1988 em Calgary. Ele estava nervoso quando iniciou o seu programa perante 20.000 pessoas e uma audiência televisiva de milhões. Então, no seu primeiro salto, algo de errado aconteceu.

Ele escreveu: “Num segundo a minha mão toca no gelo; a lâmina não se segura. Começo a escorregar e agora compreendo: estou a cair. Tudo o que eu ouço ao me estatelar no gelo é o suspiro empático do que parece um milhão de vozes.”

Wylie tinha que decidir em menos do que um segundo: Ele podia focar no erro e desistir, ou ele podia continuar a patinar e fazer o seu melhor.

Naquele instante esta passagem veio à sua mente: “Ainda que caia, não ficará prostrado” (Salmo 37:24).

Ele continuou o seu número e decidiu patinar “de todo o coração, como ao Senhor” (Colossenses 3:23). No fim do seu programa a multidão irrompeu num aplauso entusiástico pela sua coragem e determinação.

Como seguidores de Jesus, podemos ser atirados ao chão por um ataque mais forte. Pode morrer uma pessoa querida, ou podemos perder o emprego, ou podemos ser esquecidos para uma promoção. Podemos ser desanimados por uma queda no pecado. Uma coisa é cair e outra, completamente diferente, é desistir. Se nos levantamos de novo, reafirmamos a nossa fé em Cristo, e continuamos a servi-lo, não ficaremos “prostrados.”

Água em cesto de junco

Um aluno perguntou ao seu professor: – Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Daí, somos obrigados a decorar de novo o que já esquecemos.

O mestre não respondeu de imediato. Olhou alguns instantes para o horizonte e depois pediu ao discípulo: – Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto e traga-me um pouco de água nele.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Evidentemente, toda a água escorreu e quando ele chegou perto do mestre, não restava mais nada.

O mestre perguntou-lhe: – Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio, coçou a cabeça e disse, jocosamente: – Que água em cesto de junco não para!?

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo. Quando o discípulo voltou novamente com o cesto vazio, o mestre repetiu a pergunta.

– Que água em cesto de junco vaza muito rápido, respondeu ele, quase rindo.

O mestre, então, ordenou que ele repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto. O mestre lhe perguntou de novo: – Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado: – O cesto está limpo! Já sei: Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto deixou ele limpo.

O mestre, por fim, concluiu: – Não importa que você não consiga decorar todas as passagens bíblicas ou que decore e depois esqueça. O que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida acabam ficando limpas.

Agir ou Reagir? – Ilustrações para Sermões

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornais.

O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
– Ele sempre te trata com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente é sempre assim…
– E você é sempre tão polido e amigável com ele?
– Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?
– Porque ele não vai decidir como eu vou agir.

Segui a paz com todos.
Hebreus 12.14

A Criança Explica a Existência de Deus

Certo dia, um homem foi em uma escola falar de Deus. Chegando lá, perguntou se as crianças conheciam Deus. Responderam que sim. Insistiu com a pergunta e elas disseram:
– Deus fez a terra, o mar… tudo.

Não satisfeito com a resposta dos alunos, o homem foi mais longe:
– Como vocês sabem que Deus existe, se nunca viram Deus?

A sala ficou toda em silêncio, mas Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
– A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar. Eu não vejo o açúcar dentro do meu leite, mas se a minha mãe não colocar açúcar, eu não tomo o meu leite.

 Come mel, filho meu, porque é bom.
Provérbios 24.13