Archives for : novembro2016

O Morto que Serviu como Testemunha – Ilustração

Um réu estava sendo julgado por assassinato na Inglaterra, com fortes evidências sobre a sua culpa, mas o cadáver não aparecera.

Quase no final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque:
– “Senhoras e senhores do júri, eu tenho uma surpresa para todos vocês”, disse o advogado, olhando para o seu relógio, “dentro de 10 segundos a pessoa presumivelmente assassinada neste caso vai entrar neste tribunal”. E olhou para a porta.

Os jurados, surpresos, também ficaram olhando para a porta.
Os segundos se passaram. Nada aconteceu. O advogado, então, completou: –“Realmente, eu falei e todos vocês olharam com expectativa. Portanto, ficou claro que vocês têm dúvida, neste caso, se alguém realmente foi morto, por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente”.

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final. Alguns minutos depois voltaram e pronunciaram o veredicto:

– Culpado!

– Eu protesto, meritíssimo, perguntou o advogado, o jurado tem dúvidas, eu vi todos eles olharem fixamente para a porta!

Ao serem inquiridos pelo juiz, o júri esclareceu: –Sim, Sr Advogado, todos nós olhamos para a porta, mas o seu cliente não…

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Deus aprova o Divórcio? Como entender a posição de Deus

Deus aprova o divorcio

Um dos piores problemas dos casais contemporâneos é a infelicidade e a consequente infidelidade no matrimônio. Sentindo-se incapazes de resolver seus problemas conjugais, várias pessoas têm escolhido o divórcio ou pela infidelidade. Isto se deve, principalmente, à propensão da vida moderna de encarar o amor como um mero sentimento egocêntrico (centralizado no próprio eu) ao contrário de adotar um princípio autruista e amável.

 

Deus Aprova o Divórcio?

Pontos Importantes a Serem Considerados:

Conforme está escrito na Bíblia, o matrimônio é um compromisso perpetuo e insolúvel: Veja:

“Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu”. (Mat 19:6)

Da mesma forma que quando é cortada a carne de um ser vivo ele morre, quando uma união que resultou em uma só carne é cortada o espírito do casal é morto.

Comparem que no mesmo texto, os fariseus tentam citar que o divorcio foi permitido por Moisés. E Jesus novamente defende o matrimônio:

“Jesus respondeu: _Moisés deu essa permissão por causa da dureza do coração de vocês; mas no princípio da criação não era assim.“(Mat 19:8)

Ou seja, é verdade que o divorcio tinha sido permitido, mas somente porque o coração do ser humano é duro, não sabe perdoar, não sabe conviver em comunidade e ser feliz, deste modo, para que não vivessem em completa infelicidade foi “permitido” que se divorciassem em casos de infidelidade apenas.

O Divorcio só foi permitido nos casos de morte do cônjuge ou adultério: Leia:

Aos solteiros e às viúvas eu digo que seria melhor para eles ficarem sem casar, como eu. Mas, se vocês não podem dominar o desejo sexual, então casem, pois é melhor casar do que ficar queimando de desejo. (I Cor 7: 8 e 9)

Qualquer envolvimento sexual extraconjugal é reprovado pelo sétimo mandamento do Senhor, que decreta: “Não adulterarás” (Êx 20:14; ver também Mt 5:27-32). João Batista foi inequívoco e categórico em sua reprovação ao caso extraconjugal de Herodes Antipas com sua cunhada Herodias (ver Mt 14:1-12; Mc 6:14-29; Lc 3:18-20). É importante salientar também não foi dada a opção a Herodes de trocar de esposa.

A concepção bíblica é que o casal se tornam, através do matrimônio, “uma só carne” (Gn 2:24) e que esta combinação não pode ser dissolvida por vontade humana (ver Mt 19:6). Paulo propõe em I Coríntios 7:10 e 11 que os casados não devem se separar. Se todavia eles acabarem se separando, que procurem, em espírito cristão, se reconciliar. Caso essa conciliação não seja mais viável, que conservem-se então sozinhos. Fica transparente, então, que não é a mera conquista de um divórcio legal que desfaz os laços vitalícios do casamento.

A absoluta maioria das separações conjugais geram em seus cônjuges um sentimento de derrota e frustração pela inaptidão de superar os problemas. Alguns dos casais que argumentam dispor pleno direito de se divorciarem esquecem que, com essa atitude, estão tolhendo o direito de seus filhos de terem uma família bem estruturada. Bom seria se todos os casais infelizes no matrimônio lessem, antes de qualquer decisão extrema, os conselhos bíblicos encontrados em Provérbios 15:1, Mateus 5:38-48 e I Coríntios 13.

 

acesse: http://biblia.com.br/

É Brincadeira – Luiz Fernando Verissimo

Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
– Eu sei de tudo.

Depois de um silêncio, o outro disse:
– Como é que você soube?
– Não interessa. Sei de tudo.
– Me faz um favor. Não espalha.
– Vou pensar.
– Por amor de Deus.
– Está bem. Mas olhe lá, hein?

Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
– Sei de tudo.
– Co-como?
– Sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.
– Mas é impossível. Como é que você descobriu?

A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
– Alguém mais sabe?

Outras se tornavam agressivas:
– Está bem, você sabe. E daí?
– Daí nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
– Se você contar para alguém, eu…
– Depende de você.
– De mim, como?
– Se você andar na linha, eu não conto.
– Certo.

Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
– Eu sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.
– Não sei. O que é que você sabe?
– Não se faça de inocente.
– Mas eu realmente não sei.
– Vem com essa.
– Você não sabe de nada.
– Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é?
– Não existe nada.
– Olha que eu vou espalhar…
– Pode espalhar que é mentira.
– Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
– Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
– Está bem. Vou espalhar.

Mas dali a pouco veio um telefonema.
– Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo,
– Aquilo o quê?
– Você sabe.

Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurrava:
– Você contou para alguém?
– Ainda não.
– Puxa. Obrigado.

Com o tempo, ganhou reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
– Por que eu? – quis saber.
– A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. Recomendei você.
– Por quê?
– Pela sua discrição.

Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos, mas nunca abria a boca para falar de ninguém. Além de bem informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
– Sei de tudo.
– Co-como?
– Sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.

Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que uma noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que mais se ouvia era a dele, gritando:
– Era brincadeira! Era brincadeira!

Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo:

Sabia demais.

Deixai vir a mim… [Esboço de Pregação do Dia das Crianças]

Introdução:
1. Para muitas pessoas, crianças são apenas crianças, e constituem um estorvo ou embaraço que deve ser afastado do caminho…
2. Mas nosso Senhor, quando esteve na terra, não teve maiores favoritos do que as crianças…
3. Ele as colocava no meio do circulo que O seguia…
4. Impunha-lhes as mãos…
5. Com terno amor e carinho abençoava cada uma delas…
6. Gentilmente convidava-as para estarem em Sua santa presença…
7. Chamava-as para junto de Si…
8. Abraçava-as com grande amor e ternura…
9. Para Jesus, as crianças eram e ainda são, os cordeirinhos do rebanho…

I. LEIAMOS TODOS JUNTOS, SOBRE A TERNA SOLICITUDE QUE JESUS TINHA PARA COM AS CRIANÇAS, NO EVANGELHO SEGUNDO MARCOS (10:13-16)

A. Este incidente é relatado nas Escrituras por três evangelistas..
1. Isto constitui uma evidência da grande impressão que deve ter causado nos cristãos primitivos e da importância que lhe deram…
2. O v. 13 diz: “Então Lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse…”
a. Naquele tempo costumava-se levar as criancinhas á sinagoga para serem abençoadas pelos anciãos.
b. Com que ansiedade aquelas mães as devem ter levado a Jesus!…
c. E não é de admirar o fato delas estarem desejosas de que Jesus lhes impusesse as mãos..
d. Pois elas tinham visto o que aquelas mãos podiam fazer…
e. Estas mães tinham visto que o toque daquelas mãos fazia com que a dor e o sofrimento desaparecessem…
f. Tinham visto aquelas mãos trazerem luz aos cegos, e paz ás mentes conturbadas…
3. Atraída pela maravilhosa ternura que podia ser vista no semblante de Jesus, uma mãe, com o filhinho, deixara a casa para irem busca de um toque de Suas mãos…
a. De caminho, comunicou à uma vizinha o seu desígnio, e esta quis que Jesus lhe abençoasse os filhos…
b. Assim várias mães se reuniram, levando seus pequeninos…
B. O v. 16 diz: “Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava”…
1. O verbo grego “abençoar” pode ser traduzido por “abençoava ardentemente”, o que é mais uma indicação do raro amor de Jesus, especialmente para com as crianças…
2. Ousamos dizer que aquelas crianças foram ricamente beneficiadas…
a. E muitas delas devem ter-se lembrado para sempre de quando se encontraram com o Grande Mestre…
b. Elas tinham tocado no Eterno; sim elas tinham tocado em Jesus, e todo aquele que já fez isso não pode permanecer o mesmo…
3. O relato nos mostra que Jesus dedicou momentos para cuidar separadamente de cada uma delas…
a. Para outros seria tempo perdido, mas não para Ele…
b. Pois, nas crianças que foram postas em contato com Ele, viu Jesus os homens e mulheres que haviam de ser herdeiros de Sua graça e súditos do Seu reino…
c. Viu que algumas delas se tornariam mártires por amor dEle…
4. Uma das coisas que me deixa maravilhado quando leio este relato, é o fato de que Jesus, a caminho da cruz, sabendo claramente o amargo fim que O esperava, ainda teve tempo e disposição para parar e abençoar os pequeninos…
a. Sim, Ele sabia que essas crianças haviam de ouvi-Lo e aceitá-Lo como Seu Redentor muito mais facilmente que o fariam os adultos..
b. Portanto, em Seus ensinos, descia ao nível delas…
c. Ele, a Majestade do Céu, não desdenhava responder-lhes ás perguntas e simplificar Suas importantes lições…
d. Implantava no espírito delas as sementes da verdade, que haveriam de brotar nos anos vindouros, dando frutos para a vida eterna…
5. Queridos pais aqui presentes, gostaria de dizer-lhes que ainda é verdade que as crianças são as pessoas mais susceptíveis aos ensinos do Evangelho…
a. Sim, seus corações acham-se abertos ás influências divinas, e fortes para reterem as lições recebidas.
b. Diz a serva do Senhor: “Os pequeninos podem ser cristãos, tendo uma experiência em harmonia com seus anos. Precisam ser educados nas coisas espirituais, e os pais devem proporcionar-lhes as vantagens, para que formem caracteres segundo a semelhança de Cristo.” DTN, 493.

II. A ÚLTIMA PARTE DO V. 13 NOS DIZ QUE “OS DISCÍPULOS REPREENDIAM AOS QUE LHOS TRAZIAM”.

A. Eles consideravam a obra do Salvador demasiado importante para ser interrompida…
1. Quando as mães foram ter com Jesus, levando as criancinhas, olharam-nas com desagrado…
a. Julgaram essas crianças demasiado pequenas para tirar proveito de sua visita a Jesus, e concluíram que Ele Se desgostaria com sua presença…
b. Foi com eles, entretanto, que Jesus ficou descontente….
c. Jesus compreendia o cuidado e a preocupação das mães que estavam buscando educar os filhos segundo a Palavra de Deus…
d. Ele ouvira-lhes as orações…
e. Na verdade, Ele próprio as atraíra á Sua presença…
2. Portanto, ao vê-los mandar embora as mães, julgando aprazer-Lhe, mostrou-lhes o erro em que estavam, dizendo:…
a. “Deixai vir os meninos a Mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus” (v. 14).
b. Na primeira parte desse verso Marcos descreve a condição emotiva de Jesus, quando percebeu a atitude dos discípulos: “Jesus, porém, vendo isto, indignou-Se”…
c. O fato de Jesus sentir tão forte emoção demonstra o amor genuíno que Ele tinha pelas crianças…
3. Jesus então, tomou nos braços as crianças, pôs-lhes as mãos sobre a cabeça, e deu-lhes as bênçãos em busca das quais tinham vindo…
B. A repreensão feita por Cristo aos discípulos, cabe a nós também…
1. Podemos não proibir, mas quem algumas vezes não embaraça uma criança de vir a Cristo?…
a. Talvez não eliminemos o ensino ás crianças, na Igreja, mas em nossas vidas, podemos fazer coisas que impedem as crianças de realmente se entregarem a Cristo…
2. Meus queridos irmãos, os pais devem a seus filhos três coisas: exemplo.. exemplo… exemplo.
a. O pai ou a mãe que não dá bom exemplo a seu filho está impedindo que ele venha a Cristo.
3. Diletos pais, as crianças necessitam da salvação de sua alma como qualquer outro pecador… (Mat. 18:14).
a. Por isso Jesus ordena: “Não as impeçais de virem a Mim”…
b. Na verdade, elas podem, se quiserem, ir a Jesus para serem salvas.
c. Portanto, meus prezados irmãos não as impeçais com os vossos preconceitos…
d. Não as impeçais com o vosso mau testemunho…
e. Não as impeçais com a vossa negligência…
f. Fazer tal coisa para uma criança é incorrer num pecado gravíssimo…
g. Pois a criança é dependente, é confiante e facilmente segue o bom ou o mau caminho…

III. LEMOS NO LIVRO DTN. QUE “AS MÃES FICARAM CONFORTADAS” DEPOIS QUE SEUS FILHOS FORAM LEVADOS PARA SEREM ABENÇOADOS POR JESUS…

A. E no livro Evangelismo, p. 349 lemos: “Levem as mães hoje seus filhos a Cristo”.
1. Devemos levá-los a Cristo na infância…
a. Devemos dedicá-los a Ele, desde os seus primeiros dias de vida…
2. Devemos levá-los a Cristo rogando-Lhe que os envolva com os braços de Sua misericórdia…
a. Devemos pedir-Lhe que coloque Suas santas mãos sobre eles e os abençoe.
3. Devemos levá-los a Cristo através da oração, rogando por eles, como aquele pobre pai rogou por seu filho lunático…
4. Devemos levá-los a Cristo ensinando-os a elevarem seus coraçõezinhos a Deus, tão logo seus lábios possam proferir palavras de oração…
5. Devemos levá-los a Cristo através do treinamento de um lar cristão, através de um exemplo piedoso.
a. Ao mesmo tempo devemos cuidadosamente evitar o perigo de colocar uma pedra de tropeço no caminho destes pequeninos por alguma palavra ou ato nosso.
b. Na verdade, as responsabilidades que recaem sobre nós com respeito ás crianças de nossas famílias deveriam ser um forte motivo para o cultivo da santidade…
6. Devemos levá-los a Cristo através de uma educação cristã…
a. Dando-lhes aquele inestimável privilégio que Timóteo recebeu de sua avó Lóide e de sua mãe Eunice, desde a infância…
b. O conhecimento das Sagradas Escrituras..
7. Uma meninazinha disse certo dia á sua mãe:
a. “Mamãe, é verdade que a Bíblia é o livro de Deus?”
b. “Sim filhinha, é verdade”…
c. “Então sugiro que o devolvemos para Ele, pois nesta casa ninguém o lê…” disse a garotinha.
8. Será este o caso do seu lar?
a. Ou será que como Lóide e Berenice, você ensina a Bíblia a seus filhos?
9. Como vão indo os cultos matutinos e vespertinos em seu lar?
a. Você fala de Jesus a seus filhos, ou eles ouvem falar dEle só na igreja?

Conclusão:
1. Meus queridos irmãos, a grande verdade que aprendemos neste texto é que Jesus convida as crianças a irem a Ele, porque elas precisam de Sua bênção e, mais do que isso, precisam ser salvas por Ele…
2. As Escrituras declaram que toda criatura humana nasce em pecado (Sal. 51:5), e que “o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23; 3:23)…
3. Portanto, os pais devem fazer tudo para induzirem as crianças, desde a mais tenra idade, a irem a Jesus…
4. Pois Ele conhece as suas mentes e corações e lhes dará a Sua bênção e salvação…

 

AUTOR: MAURO BUENO

A Culpa disso tudo é da Crise [Ilustração]

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Um homem vivia à beira de uma estrada e resolveu abrir um comércio, comprando e vendendo frutas locais, artesanatos, bebidas e lanche.

Ele nunca foi instruído para ser um comerciante, mas sabia que precisava divulgar o seu negócio, se quisesse sobreviver, por isso colocava cartazes pela estrada, atendia seus clientes com simpatia e competência e jamais descuidava da qualidade de seus produtos.

Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, por isso raramente se preocupava com outras coisas senão sua família e seu comércio.

Seu empreendimento prosperou e ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho, lá na capital. O rapaz formou-se numa das melhores faculdades da região.

Finalmente, já formado, o filho voltou para casa e, ao perceber que o pai estava para fazer uma compra alta, chamou-o ao lado para uma conversa séria com ele:
– Pai, eu sei que você não ouve rádio, nem televisão, nem lê os jornais, por isso eu preciso lhe dizer que há uma grande crise no país neste momento. Não compre tanto. Compre menos ou compre produtos mais simples, mais baratos. De giro mais rápido.

Depois de ouvir as considerações do filho estudado, o pai pensou: “Bem, meu filho estudou…então só pode estar com a razão”.

Com medo da crise, o homem começou a comprar menos ou a comprar mercadorias mais baratas, o que acabou por espantar os bons clientes que há anos estavam acostumados com produtos de alta qualidade.

Abatido pela notícia da crise, já não conseguia sorrir para seus clientes e as vendas despencaram, levando o homem quase à falência total.

O pai então falou para os amigos:
– É, meu filho estava certo, estamos mesmo no meio de uma grande crise. Ainda bem que ele me avisou…

Os Doze Pratos de Porcelana [ILUSTRAÇÃO]

Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de 12 pratos de porcelana rara, de antiga procedência.

Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou-o à morte.

Às vésperas da execução um sábio apresentou-se ao príncipe, pediu para ver os cacos do prato quebrado, e lhe garantiu que era capaz de resolver aquele terrível problema, desde que o príncipe revogasse a sentença daquele pobre homem.

Emocionado, o príncipe aceitou a proposta.

O ancião solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho bordada e os pedaços da preciosa porcelana quebrada espalhados em volta do móvel, no chão.

Atendida sua solicitação, aproximou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore, arrebentando-as todas.

Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
– Pronto, meu senhor, assim fica resolvido o problema da sua preciosa coleção. E o problema é que cada um destes pratos vale mais que uma vida humana.

Deu uma pausa e concluiu:
– Agora podeis mandar matar-me. Sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada separadamente.

Passado o choque, o príncipe, comovido, arrependeu-se da loucura que iria fazer e libertou o velho e o servo.