A Águia Distraída – Ilustração Para Crianças

Bom dia, meus amiguinhos. Vamos repetir juntos e bem alto: Bom dia a todos!

Eu vou fazer a minha pergunta: Vocês gostam de passarinhos? É claro. Eles são tão lindinhos, seus cantos maravilhosos, suas plumagens (penas) coloridas e belas.

Jesus também gostava de pássaros. Ele disse certa vez: “Olhai às aves do Céu.”

Pois bem. Hoje nós vamos contara história de Tony, uma linda águia real.

Ele tinha tudo de belo:

– suas penas de cor pardo-escuro cobria todo o corpo de quase um metro de altura; seu bico e suas afiadas garras (unhas) eram suas fortes armas, conduzidas por duas asas poderosas. Seu habitat (casa) era lá no pico da montanha. Bem lá no alto. Tony se sentia o rei das aves.

Muitas vezes por dia, ele batia suas potentes asas, subia bastante no espaço e, de lá, vinha planando, planando, até ficar bem próximo das matas e dos campos. Não importava a altura.

Se ele visse ratos ou coelhos, se desfazia no ar e descia como uma seta a 100 quilômetros por hora e agarrava sua vítima e voava de volta para o ninho e, distraída, devorava a caça.
Nos pés da montanha onde habitava, passava um correntoso rio. Algumas vezes, Tony descia e pousava na beira do rio para apanhar peixes. Ele gostava muito da época da piracema (os peixes sobem o rio em cardumes para a desova). Depois de saborear muitos peixes, retornava às alturas.

Um belo dia, a águia real estava faminta. Havia dois dias que não conseguia nenhuma caça, nem ratos e nem coelhos. Então Tony decidiu ir até a beira do rio apanhar peixes. Fez várias tentativas, mas os peixes estavam nadando muito no fundo.

O inverno já estava se aproximando e, nessas ocasiões, os peixes quase não se alimentam. Eles ficam a maior parte do tempo paradinhos. Tony estava preocupado.

– Sabe de uma coisa, pensou a águia. Eu vou andar na beira desse rio. Quem sabe eu não encontro algumas coisas para comer!?

Depois de andar pelos capins e barrancos, ele escutou um barulho dentro do rio.

– O que será isso? Será algum canoeiro?

A coisa se aproxima e passa bem na beirinha do barranco e da água paradinha.

Que surpresa! Era o boi que sempre via no meio do gado. Ele estava rodando, rodando.

– Será que está morto?

Tony voou até as costas do boi. Realmente o animal não respirava.

– Oba! Desta vez eu dei muita sorte.

Com o forte bico, Tony abre o lombo (corpo) do animal e começa um verdadeiro banquete. Come, come e come até não poder mais.

As águas do rio começam a crescer, e, aos poucos, o boi morto começa a descer com a correnteza. Cada vez a águia
enfiava suas unhas mais fundo na caça. E, de vez em quando, Tony abria as asas para se equilibrar. Também, vez por outra, dava pequenos vôos.

O rio, a princípio, estava bem suave, e a águia se distraía. Suas duas garras, agora, estão totalmente seguras nas costelas de sua gostosa refeição.

De repente, o corpo do animal começa a descer mais rápido. A águia resolve comer mais rápido para depois voar. Agarra ainda mais a sua presa. Com a velocidade, Tony começa a se desequilibrar, e agora não dá mais tempo – o seu “restaurante” despenca cachoeira abaixo.

Caído no fundo do poço onde as águas eram despejadas, o senhor das montanhas agora está jogado nas entranhas das águas. A sua, até então, “canoa de carne”, desaparece com a quase afogada águia, que continua rodando, rodando e rodando água abaixo.

Agora é tempo de sair. Com dois dedos quebrados, a ponta de uma das asas danificada, o pescoço ferido – a pobre águia está muito mal. Mais à frente, a sua presa é jogada numa pequena praia.

Depois de descansar, a ave gigante começa a se soltar e caminha manquejante para debaixo de frondosa (copada) árvore. Já se sente melhor. Porém, ainda não consegue levantar vôo.

Ali, deitada, lamenta a sua distração e descuido. Horas depois começa a ouvir o uivado de lobos famintos. Percebe, então, que agora ela vai se tornar também alimento. O pavor começa a tomar conta da rainha das aves.

– Preciso sair daqui, pensa Tony.

Então, Tony caminha para a clareira da mata. Os lobos estão próximos. Eles vêm farejando com o focinho.

Há poucos metros, a matriarca dos lobos salta sobre a águia, mas Tony já havia levantado vôo rumo ao rio. Porém, não consegue velocidade suficiente e os lobos o perseguem nas águas até se cansarem.
A águia, também cansada, pousa logo perto. Ela ainda não consegue alcançar a altura das árvores.

Agora, os lobos e a águia, já descansados, começa tudo novamente, mas desta vez a águia havia melhorado e voou lá para as montanhas, deixando frustrados os ferozes lobos.

O que podemos aprender dessa emocionante estória?

1. A menor negligência pode causar o maior dano;

2. Distrair-se ante o perigo aumentam as chances (possibilidades) de nossos inimigos naturais;

3. Não devemos desanimar ainda que tenhamos errado, assim como a águia fez;

Vamos repetir juntos:

– Senhor, quero ser simples como as pombas, mas astuto como as serpentes. (Repetir duas vezes).

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