As Três Gotinhas – Historinha para Crianças

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Muito bom dia, meus amiguinhos. Hoje temos como título da nossa estória As Três Gotinhas.
Como vocês já sabem, existem neste mundo muitas coisas em gotas – as famosas gotas dos remédios (quase ninguém gosta de tomar remédios), as gostosas gotas de água, as apavorantes gotas de sangue… Mas hoje eu vou contar sobre as três funestas (mortas) gotas da bebida alcoólica.
Léo era o filho de certo casal de advogados. Quando completou 10 anos, o pai passou num concurso público importante. Foi preciso mudar de cidade. E Léo foi matriculado em um novo colégio.
Ele estava radiante naquele primeiro dia de aula do ano.
Ele gostava de escolher seus amiguinhos, garotos como ele, obedientes, estudiosos e sociáveis.
Quando deu a hora do recreio, a professora disse:
– Hoje nós vamos lá para baixo das árvores para conhecermos melhor uns aos outros.
Ali era o canto mais aprazível do colégio. E continua a professora:
– Cada um de vocês vai se apresentando. Digam seus nomes e endereços, do que gostam, profissão dos pais, o que pretendem ser na vida…
Léo prestou bastante atenção e descobriu que Leandro, outro garoto de idade semelhante à sua, morava próximo de sua casa, e que, por ser pertinho do colégio, vinha só a pé.

Terminado o recreio, eles voltaram para a sala de aulas. A professora, então, disse:
– Agora que vocês se conhecem melhor, vamos escolher nossos amiguinhos prediletos.

Leandro disse:
– Eu e o Léo já nos tornamos amigos.
– Muito bem, diz Luci, a Professora. Sejam bons amigos sempre.

Assim que terminaram as aulas, os dois garotos voltaram juntos para casa.

O tempo passou e, chegando o fim do ano, o colégio começou a fazer algumas obras (a construção de outras salas), o que resultou na contaminação provisória das águas das caixas do colégio. Sempre era avisado: “Tragam suas garrafas com água de casa. Evitem tomar a água aqui do colégio.”
No outro dia, Léo e Leandro chegaram com suas garrafas térmicas cheias de água. Na hora do recreio, todo mundo foi tomar a sua merenda e beber a água trazida de casa. Leandro disse:

– Léo, tome uns goles da minha água e veja se você gosta.

Com o caneco pelo meio, Léo começa a beber, mas sente que algo foi misturado no líquido.

Antes de Léo dizer algo, Leandro continua:
– Eu misturei um pouco das bebidas do meu pai aí.
– O que é isso? Retruca Léo. Nós não devemos colocar em nossas bocas nenhum tipo de bebida alcoólica. Nosso corpo é a morada de Deus, e Jesus não gosta que pratiquemos nenhum vício, porque todo pequeno mal começado pode acabar em grandes tragédias.
– Sabe, Léo, diz o amigo. Meu pai e minha mãe gostam de beber aos Sábados. Eles se embriagam. Seus pais não bebem também?
– Não, responde Léo. Aos Sábados nós vamos para a nossa igreja adorar a Deus.

Leandro continua:
– De tanto ver meus pais bebendo, eu coloquei, certo dia, três gotinhas de álcool na água e tomei. Só que eu achei gostoso e fui colocando mais gotas. Hoje eu coloco 30 gotas num copo de água.
Léo já estava escandalizado com o que ouviu do amigo. Mas ficou com pena de Leandro, e disse:
– Você sabe que é o meu melhor amigo?
– Sim, responde Leandro.
– Escuta o que eu vou dizer. Abandona isso enquanto é possível, porque, senão, amanhã você vai sofrer enfermidades e escravidão trazidas pelo álcool.
– Isso é pura verdade. Mas já estou tão acostumado com isso.

Léo interrompe.
– Deus pode lhe ajudar, amigão.

Dois anos depois, Leandro se muda da cidade. O pai, que era militar, foi transferido. Com lágrimas nos olhos, os dois amigos se despedem.

O tempo passou. Léo agora está no último ano do curso de Medicina. Ele com mais três colegas formaram um belo quarteto, e, aos Sábados, cantavam e pregavam nos templos.
Naquele Sábado, eles viajaram para a próxima cidade. Apresentaram, para a alegria dos irmãos adventistas, fantástica programação.
Após o Sábado, a animada mocidade daquele local programou uma excelente hora social – isso foi até às 11 horas da noite, quando os quatro rapazes voltavam com o automóvel de Ronaldo, o chefe do quarteto.
Começou, então, aquela chuvinha fina na estrada. Léo, muito precavido, logo avisa:
– Vamos com cuidado dobrado. Essa estrada é derrapante.
– Eu já vi o aviso, responde o motorista.

De repente, eles são ultrapassados por outro carro em alta velocidade. Léo logo se manifesta:
– Esse motorista deve ter bebido.

Depois de viajarem mais alguns quilômetros, Roberto diz:
– Parece que lá, mais a frente, está um carro tombado.
– É verdade. Deve ser aquele motorista irresponsável que nos ultrapassou, acrescenta um terceiro rapaz.
– São dois no acidente, e ambos estão desmaiados, fala o quarto rapaz.
– Vamos tirá-los com urgência. Já está começando a derramar gasolina, dizem os quatro ao mesmo tempo.

Quando o casal de jovens desmaiados é colocado no carro dos rapazes, o carro dos desconhecidos pega fogo e explode.
– Que horror, dizem os rapazes. Os dois iam morrer queimados.
– Vamos rápido para o hospital, onde damos plantão.

Os dois acidentados foram levados para o CTI do hospital.

Quando amanheceu o dia, os acidentados despertam do coma. Léo olhou para o rapaz socorrido e diz:

– Interessante. Anos atrás eu conheci um colega e fomos grandes amigos. Ele tem alguma semelhança com você. O nome dele era Leandro.
As lágrimas começaram a correr pela face do enfermo. E diz, já tendo reconhecido o médico, antigo amigo:

– Você me disse naquele recreio da escola que as três gotas de álcool que eu coloquei dentro da água poderiam me escravizar. Eu não me tornei alcoólatra contumaz, mas de vez em quando bebo demais. Foi o que aconteceu ontem à tarde. Eu e minha noiva exageramos, então, perdi a direção e não vi mais nada. O enfermeiro me contou que quatro rapazes deste hospital me salvaram, e, por pouco, eu e Lenita não morremos queimados.

– Isso é verdade. Nós os socorremos ontem à noite.

Léo se abraça com Leandro e os dois choram. Os outros três rapazes que haviam chegado pouco antes e ouviram a história, se aproximam e, dessa vez, o quarteto no lugar de cantar, chora. Mas isso é bíblico. A Palavra de Deus diz: “Chorai com os que choram.”

Depois de rolar bastante papo, o quarteto canta para Leandro e o convida para ir até a Igreja quando saísse do hospital. Ele, Leandro, e a noiva agradecem a Deus. Tudo deu certo. Leandro aceitou o convite e recebeu a Cristo na Igreja do quarteto. E, meses depois, realizou ali o seu casamento.

– Abandonei toda espécie de bebida alcoólica, diz Leandro feliz de verdade.

O que podemos aprender dessa história?

1. Deus dá uma segunda oportunidade a todo pecador que se arrepende sinceramente. Só que ele precisa aceitar de coração essa misericórdia divina;

2. Três gotas do mal são suficientes para destruir todo o bem de alguém;

Vamos dizer juntos:

– Jesus amado. Livra-me de toda espécie de vício. (Repetir duas vezes).

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