Archives for : Histórias Infantil

A Criança Explica a Existência de Deus

Certo dia, um homem foi em uma escola falar de Deus. Chegando lá, perguntou se as crianças conheciam Deus. Responderam que sim. Insistiu com a pergunta e elas disseram:
– Deus fez a terra, o mar… tudo.

Não satisfeito com a resposta dos alunos, o homem foi mais longe:
– Como vocês sabem que Deus existe, se nunca viram Deus?

A sala ficou toda em silêncio, mas Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
– A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar. Eu não vejo o açúcar dentro do meu leite, mas se a minha mãe não colocar açúcar, eu não tomo o meu leite.

 Come mel, filho meu, porque é bom.
Provérbios 24.13

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A Tartaruga Tagarela – Histórias Infantil

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos.

Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.

Um dia, uma prolongada estiagem secou o lago e os dois patos resolveram se mudar.
– Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. – Levem-me com vocês, senão eu morro !
– Mas, como, se você não sabe voar?
– Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! implorou a tartaruga.

Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma ideia:
– Pensamos num jeito que deve dar certo, se você conseguir ficar quieta por um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas, cuidado, lembre-se de não falar! Se abrir a boca, você estará perdida.

E lá se foram eles. O tempo todo a tartaruga queria fazer algum comentário da viagem, mas, lembrava da sua delicada situação. Mas, quando passaram sobre a praça de uma aldeia, as pessoas olharam para cima e, muito espantadas, começaram a caçoar dos três amigos.
– Olhem que coisa esquisita, dois patos carregando uma tartaruga! (kkkk)

A tartaruga não aguentou a gozação e resolveu revidar o desaforo, mas, quando abriu o bico para xingar aquelas pessoas, caiu e se arrebentou em vários pedaços.

A Raposa e a Onça { Historinha para Crianças }

Era uma vez uma onça que há muito tempo perseguia uma raposa, mas ela sempre lhe escapava.

A onça já estava cansada de ser enganada pela raposa. Assim, decidiu atraí-la para sua caverna.

Fez espalhar pela floresta a notícia de que havia morrido e deitou-se bem no meio da toca, fingindo-se de morta.

Todos os bichos vieram olhar o seu corpo, contentíssimos.

A raposa também veio, mas meio desconfiada ficou olhando de longe. E por trás dos outros animais perguntou:
– A onça já deu seus últimos suspiros?

Ninguém soube responder. E a raposa falou:
– Uma pessoa só morre de verdade depois que der seus três últimos suspiros de vida. Foi assim com a minha avó!

A onça, então, para mostrar que estava morta de verdade, suspirou três vezes.

A raposa fugiu, dando gargalhadas.

A Fé de Uma Criança Não Falha – História Infantil

Crentes de uma igreja combinaram voltar à noite para orar pedindo que Deus mandasse chuva, pois havia grande necessidade, de vez que uma prolongada seca assolava a região.
À hora marcada, uma menina apareceu de guarda-chuva à tira-colo, capa de chuva e bota de borracha.

Alguém quis rir, mas foi repreendido pelo silêncio dos demais, envergonhados pela fé sincera daquela criança.

Quanto Valemos? – Ilustração para Crianças

Queridos amiguinhos. Gostaria que vocês prestassem bastante atenção porque nosso assunto de hoje é muito importante.

Guardem esta pergunta na mente: Quanto você vale?

Pensem comigo. O que vale mais: uma nota novinha de 10 reais, aquela que acabou de sair do banco, que ainda não foi usada nenhuma vez, ou aquela nota, também de 10 reais que já está bem gasta, que já esteve no bolso de muita gente e já deu a volta no Brasil? As duas valem a mesma coisa!

Vamos continuar pensando. O que vale mais: essa nota de 10 reais bem novinha, sem uso algum, ou uma nota bem velhinha, toda dobrada, os números já estão quase ilegíveis, só que de 20 reais? Qual das duas vale mais? Certo! A de 20 reais, apesar de velhinha apresenta maior valor.

Pergunta: Será que, para as pessoas, é a mesma coisa? Vamos ouvir a história do rei Medo.

Ele era muito poderoso. Bastante riqueza e grande exército. O seu navio de viajar usava mais de 100 remadores. Naquela época, a condução nas águas era toda a braços de homens (remos).

Ele foi naquele fim-de-semana à Ilha Bela, próxima do continente. Saiu bem cedinho. Seus remadores estavam contentes com aquela viagem de passeio. Ali na Ilha, eles tinham liberdade de passear e folgar.

A maioria, enquanto ouvia a batida do metal para colocar o remo na água, ao mesmo tempo aproveitava para cantar. Outros iam mais pensativos. Porém, certo rapaz bem afeiçoado, braços muito fortes, pernas musculosas, reclamava.

Ao anoitecer, quando o rei se vestiu de marujo e foi ouvir o que seus remadores cantavam ou falavam, se aproximou daquele rapaz e ficou ouvindo o que ele dizia a outro companheiro enquanto remava.

– Sabe, fulano. Eu gosto do rei. Ele é justo e misericordioso. Nosso trabalho é valorizado e reconhecido pela corte. Só tem uma coisa que eu não entendo.

– O que? Pergunta o colega.

– Esse bando de conselheiros que o rei mantém no palácio. Eles ganham 20 vezes mais o valor dos nossos salários… para fazer o que? Conversar nas reuniões e dizer “não sei o que e nem para que”.

A resposta do colega foi:

– Se o rei os mantém, é porque devem ser úteis.

Contesta o reclamante:

– Para que eles servem?

Vagarosamente o rei se afastou.

Pela madrugada eles aportam numa pequena baía e foram nos barcos até ao acampamento preparado na praia grande.

Antes do amanhecer, o rei chamou Cesarino, o rapaz que reclamou no barco, e lhe diz:

– Jovem. Nessa madrugada estive ouvindo certos rumores naquela cabana próxima. Parecerem gemidos. Por favor, vá até lá descobrir o que aconteceu.

Prontamente Cesário percorre aquela distância e volta com a informação.

– É só uma gata que criou gatinhos barulhentos.

– Muito bem, diz o rei. Que tipo de gatos são?

O remador não tinha visto esse detalhe. Sai correndo e volta rápido, dizendo:

– São do tipo siamês.

– Siamês. Bela raça, acrescenta o rei, que continua perguntando: Quantos gatinhos estão lá?

Isso também o remador não observou Sai numa tremenda disparada e volta com a informação.

– Majestade, seis lindos animaizinhos.

O rei quer mais acerca dos bichinhos e pergunta:

– Quantos machos e fêmeas tem lá?

Outra disparada do jovem reclamador.

– Excelência, estão ali três machos e três fêmeas.

O pobre rapaz já estava quase sem fôlego, totalmente esgotado e já amolado com as quatro idas e vindas.

– Muito bem, Cesário. Agora fique sentado aí. O rei, dirigindo-se a outra pessoa, ordena: Me chame o Cerrano, o conselheiro chefe.

– Olá, primão. Como está? Cumprimenta Cerrano o jovem Cesário ao chegar à presença do soberano que reinava.

– Vocês são primos, não é verdade?

– Sim, majestade. Somos primos-irmãos. Tivemos a mesma infância no mesmo lugarejo. Nadamos, brigamos, estudamos e vivemos juntos até aos 15 anos. Depois eu continuei os estudos e o Cesário foi ser pescador.

– Cerrano, esta madrugada eu ouvi estranhos gemidos vindos daquela velha cabana. Você poderia ir até lá descobrir o que houve?

– Com sua licença, excelência. Já retorno.

Tempos depois, Cerrano volta.

– Viva o nosso grande rei! Eu vi ali uma ninhada de gatinhos recém-nascidos.

– Que tipo de gatos?

– Siameses, meu rei.

– Quantos são?

– Seis, majestade.

– Quantos machos e fêmeas são?

– Ali estão três machos e três fêmeas. Eles nasceram dentro do barril ali abandonado. Quando saí do local, avistei certo estranho e perguntei se ele sabia quem era o proprietário da tapera. Gentilmente fui informado de que o prefeito guardava ali coisas velhas e era o dono dos gatos. Quando disse que era o conselheiro do rei, ele me disse que os animaizinhos estão à sua disposição.

O rei olhou para Cesário, o remador queixoso e disse:

– Por esse motivo Cerrano é o meu conselheiro chefe. Ele só foi uma única vez e trouxe mais informações do que eu solicitei. Você foi quatro vezes para me dar apenas parte das informações.

Cabisbaixo, o remador resmunga:

– O rei está com a sabedoria. “Cada macaco no seu galho.”

O que aprendemos com esta história?

1. Não invejar o destaque alheio, mas se esforçar para ser melhor e mais útil. Na maioria das vezes, estamos onde merecemos.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a ser melhor e fiel. (Repetir duas vezes).

Os Alpinistas [Historinha Infantil]

Vejam, meninos e meninas. Vocês já ouviram contar muitas histórias acerca dos alpinistas (pessoas que gostam de escalar montanhas perigosas), não é verdade?

Essa gente se prepara de forma completa, tanto no físico como no espírito.

• O corpo é exercitado até ao limite máximo;

• O espírito formado até ao máximo também.

Escalar montanhas exige determinação, coragem, resistência e, ainda, fé em Deus. É preciso também conhecer e confiar nos vários equipamentos usados.

Dois garotos, Sertório e Severo, eram irmãos gêmeos. E com a mesma paixão – o alpinismo.

Fascinados, acompanhavam as notícias de bravos e fortes senhores das montanhas. Os primeiros conquistadores dos Alpes europeus, foram exatamente chamados de alpinistas -daí até hoje ser denominado alpinista qualquer escalador de picos.

Os dois irmãos entraram para o alpinismo bem jovens ainda. Buscavam com entusiasmo todo conhecimento físico e psicológico para tão elevada aventura.

Por serem evangélicos, não praticavam vícios (cigarros, bebidas, farras). A prática do exercício físico até ao limite, os deixava cada vez mais confiantes e corajosos. As medalhas e os troféus quase sempre vinham para a dupla.

Chegou a prova final. Juntamente com mais seis jovens, eles resolveram atingir o ponto mais alto de determinada montanha.

Equipados e muito entusiasmados, partiram para a última conquista. Depois de acamparem nas encostas geladas algumas noites, chegou o dia D – era vencer e vencer. Era o último acampamento. Todos estavam cansados e famintos.

– Vamos nos deter, disse o mais velho e experiente companheiro, o que foi admitido pelos demais.

Depois de algumas horas de descanso, os dois irmãos apanharam a corda mais comprida que traziam na viagem e resolveram pesquisar a área para, no outro dia, atingirem o pico desejado.

Não abandonaram as precauções e as cautelas próprias dos verdadeiros alpinistas. Severo, o mais religioso, sempre lia alguma coisa da Bíblia e fazia a sua prece antes de iniciar qualquer escalada, pequena ou grande. Ele orava: “Senhor, nós queremos subir para mais perto de Ti. Ajuda-nos.”

Eles não poderiam ir muito longe porque a noite de lua nova estava cobrindo as estrelas com nuvens escuras. Caminharam, então, com a lanterna própria de cá para lá.

– Devemos retornar, diz Severo.

Mas o irmão propõe ir mais além. Amarraram a ponta da corda num grampo (pino fincado na rocha) e se preparam com os outros equipamentos.

A noite, muito escura, não permitia ver o próximo passo e, antes de apanharem a lanterna, a corda começou rapidamente a se estender e, em poucos instantes, os dois estavam pendurados no espaço.

– Meu Deus. Salva-nos, gritou Severo, o mais religioso e confiante.

– O que vamos fazer, mano? Interroga Sertório. Nós devemos estar numa altura perigosa. Vamos nos arrebentar se sairmos da ponta da corda.

Tentaram voltar, mas era impossível, devido ao posicionamento da corda que os prendia no espaço. Novamente, Severo clama:

– Senhor Deus, eu creio em Ti. Salva-nos.

Uma voz cavernosa, num som roço e profundo, diz:

– Cortem a corda se vocês realmente crêem em Mim.

Severo diz:

– É voz de Deus.

O irmão contesta:

– Como pode ser? É suicídio cortar a corda. Vamos nos matar.

– Pense melhor, mano, Diz Severo. Nós clamamos ao Pai e não ao diabo. A voz é divina! Eu vou cortar só a ponta que me prende.

Isso feito, Severo cai apenas a dois ou três metros no solo firme, e exclama:

– Graças a Deus, graças a Deus!

Não tendo como nem enxergar o companheiro, diz Severo ao irmão:

– Pena que você não acreditou na voz divina. Nós precisamos buscar a Deus com fé, senão é impossível ser ajudado. Eu vou tentar buscar auxílio para você.

Era apenas mais uma saliência da rocha e Severo demorou bastante para se livrar daquele espaço reduzido.

– Senhor, orou Severo. Limpa melhor o Céu para eu poder ver as estrelas e me orientar nessa noite tenebrosa.

O manto negro do espaço num só momento é enrolado. As estrelas brilham com intenso fulgor e glória.

– Obrigado, Senhor, agradece Severo.

Com mais algum tempo, Severo chega ao acampamento se orientando pelas estrelas.

Todos partem em busca do irmão e amigo em grande perigo. A noite daquela madrugada estava mais fria do que nunca

– Sertório deve estar regelado, e corre perigo muito sé rio, diz o mais experiente dos alpinistas.

Com mais alguma busca eles conseguem descobrir a ponta da corda. Severo, então, grita:

Alô, irmão. Você está bem?

Nenhuma resposta. O silêncio toma conta da equipe. Todos imaginam o pior. Aos poucos eles vão puxando a corda até que Sertório aparece. Ele está desmaiado mas o coração está batendo.

Graças a Deus, dizem todos. Vamos enrolá-lo nos cobertores e carregá-lo até ao acampamento.

Alguns instantes mais e Sertório abre os olhos e agradece pelo salvamento.

– Eu não acreditei na voz de Deus, repetia com tristeza.

Quando o Sol apareceu, Sertório teve que ser levado de volta e encaminhado ao hospital. Parte de um dos seus pés estava congelado. De tanto tentar subir pela corda, perdeu a bota do pé direito. O médico precisou cortar parte da ponta do pé do acidentado jovem.

Com tristeza, ele disse:

– Doutor, eu não acreditei na voz de Deus. Custou muito caro a minha falta de confiança no Senhor dos Céus. Com a falta desse pedaço de pé, fica muito difícil continuar sendo alpinista.

– Lamentavelmente, isso é verdade, responde o médico.

O que podemos aprender nesta história?

1. Deus pode nos ouvir e ajudar em qualquer lugar ou circunstância em que estivermos. Porém, nós devemos aprender a ouvir e obedecer a Sua voz.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a crer e confiar sempre em Ti. (Repetir duas vezes).

O Perigo da Vingança [Ilustração Infantil]

Alô crianças – vocês estão felizes? Sempre alegre é a vida do cristão, sabem por que? Porque nosso Pai celeste gosta muito de cada uma de vocês.

Hoje nós temos uma linda história para contar. Vamos prestar bastante atenção:

Emília tinha 6 anos de idade, e seu irmão, Antônio, 7. Eles moravam lá longe, numa fazendinha. Quase não iam à cidade (70 quilômetro de distância). O sr. Júlio, o pai, não tinha automóvel, mas muitas vacas que davam bastante leite e alguns cavalos, galinhas, perus, patos, marrecos, cachorros e outros animais.

O tio dos garotos, sr. Clementino, carpinteiro, veio visitar os sobrinhos junto com a esposa e fabricar mesas, algumas cadeiras, armários de cozinha. Antônio pediu ao seu tio, para fabricar um caminhãozinho – aliás ficou tão perfeito, que Antônio ficou todo feliz e mostrou para seus pais. A tia de Emília, no mesmo período, confeccionou uma linda boneca de panos e encheu os braços, as pernas e a cabeça de arroz com casca e desenhou os olhos, o nariz, a boca, os dedos das mãos e dos pés da boneca. Emília ficou orgulhosa da sua boneca. Por algum tempo, o irmão brincava com o caminhãozinho e ela com a boneca.

Certo dia, Emília entrou correndo e pisou no pé machucado do Antônio. Antes de ela pedir desculpas, ele já havia puxado a irmã pelos cabelos longos. Emília ficou muito aborrecida.

De tardezinha, Antônio foi buscar as vacas com o pai. Emília bateu com o martelo e quebrou um pedaço da roda traseira do caminhãozinho. Ficou bem quietinho. No outro dia, quando Antônio foi brincar com o seu carro, ele estava mancando, pois faltava-lhe um pedaço da roda. Ele logo percebeu – fora sua irmã. E pensou: “Eu vou me vingar dela.” Então Satanás soprou no ouvido dele: “Enterra a boneca dela lá atrás do galinheiro. Ela nunca vai saber.”

Quando nos vingamos, odiamos ou falamos palavras feias, Satanás fica contente e pára ao nosso lado, nos tentando para fazer coisas piores.
A mãe e a tia da Emília foram até a fazenda vizinha conhecer o novo filho de dona Augusta. Antônio pensou: “É agora que eu me vingo.” “Isso mesmo, faça o que eu lhe disse. Leva a boneca e a enterra atrás do galinheiro”, cochichou Satanás mais uma vez. Rapidamente Antônio foi ao quarto de Emília, apanhou a boneca e o enxadão. Abriu o buraco… Mas começou a pensar: “Eu não vou fazer isso, não… Deus não vai gostar da minha atitude…” Deixa de ser covarde”, sussurra Satanás. “Jogue isso dentro do buraco e pronto!”

O garoto saiu dali muito preocupado. “Como vai ser? Eu não podia ter leito isso com a minha irmã.” “Você agiu certo”, disse Satã. “Ela quebrou o seu caminhão.”

No outro dia, Emília procurou por todos os lugares e não conseguiu encontrar a dita boneca. Antônio, agora, para encobrir o seu erro, começou a mentir: “Eu vi um bicho levando alguma coisa na boca. Quem sabe não era a sua boneca!?”

Os dias se passaram e Antônio dizia: “Bem… Dessa eu estou livrei.”

Fazia muito calor, e Deus começou a mandar chuva, muita chuva, para Iodas as fazendas da região. Acontece que a umidade chegou até ao arroz com casca da boneca. Os grãos começaram a engordar, engordar, engordar… até explodir. E cada um nasceu e vieram para fora da terra.

Uma tarde, o pai dos garotos chamou a família e disse: “Está acontecendo uma coisa muito esquisita aqui atrás do galinheiro. Uma grande tocheira de arroz está nascendo. O que teria acontecido? Antônio, vai buscar a cavadeira e vamos abrir esta cova.” Com o coração batendo a 100 por hora, o menino vai cabisbaixo e pensativo buscar a ferramenta.

Que surpresa! A boneca de Emília havia nascido toda – pernas, cabeça, orelhas… Tudo era planta! Muito envergonhado, Antônio começa a chorar e pedir perdão aos pais. “Antônio, vai buscar uma vara”, ordena a mãe. “Agora se vira e conta até cinco. Você vai ser castigado com cinco varadas nas costas.”

Saibam, crianças. Toda vingança, todo ódio, mentira, palavras feias, são insinuadas pelo nosso inimigo Satanás. Porém, quando nós perdoamos, obedecemos à Deus, só falamos o que é necessário e útil, Deus continua do nosso lado. Os anjos do Senhor não permitem que Satanás e seus anjos se aproximem de nós.

Quantos de vocês querem dizer comigo: “Jesus, eu quero Lhe amar de todo coração. Ajuda-me a ser obediente e feliz. Fica para sempre ao meu lado! Não quero mentir, me vingar. Só quero Lhe amar, Senhor!”?

As Três Gotinhas – Historinha para Crianças

historinhas

Muito bom dia, meus amiguinhos. Hoje temos como título da nossa estória As Três Gotinhas.
Como vocês já sabem, existem neste mundo muitas coisas em gotas – as famosas gotas dos remédios (quase ninguém gosta de tomar remédios), as gostosas gotas de água, as apavorantes gotas de sangue… Mas hoje eu vou contar sobre as três funestas (mortas) gotas da bebida alcoólica.
Léo era o filho de certo casal de advogados. Quando completou 10 anos, o pai passou num concurso público importante. Foi preciso mudar de cidade. E Léo foi matriculado em um novo colégio.
Ele estava radiante naquele primeiro dia de aula do ano.
Ele gostava de escolher seus amiguinhos, garotos como ele, obedientes, estudiosos e sociáveis.
Quando deu a hora do recreio, a professora disse:
– Hoje nós vamos lá para baixo das árvores para conhecermos melhor uns aos outros.
Ali era o canto mais aprazível do colégio. E continua a professora:
– Cada um de vocês vai se apresentando. Digam seus nomes e endereços, do que gostam, profissão dos pais, o que pretendem ser na vida…
Léo prestou bastante atenção e descobriu que Leandro, outro garoto de idade semelhante à sua, morava próximo de sua casa, e que, por ser pertinho do colégio, vinha só a pé.

Terminado o recreio, eles voltaram para a sala de aulas. A professora, então, disse:
– Agora que vocês se conhecem melhor, vamos escolher nossos amiguinhos prediletos.

Leandro disse:
– Eu e o Léo já nos tornamos amigos.
– Muito bem, diz Luci, a Professora. Sejam bons amigos sempre.

Assim que terminaram as aulas, os dois garotos voltaram juntos para casa.

O tempo passou e, chegando o fim do ano, o colégio começou a fazer algumas obras (a construção de outras salas), o que resultou na contaminação provisória das águas das caixas do colégio. Sempre era avisado: “Tragam suas garrafas com água de casa. Evitem tomar a água aqui do colégio.”
No outro dia, Léo e Leandro chegaram com suas garrafas térmicas cheias de água. Na hora do recreio, todo mundo foi tomar a sua merenda e beber a água trazida de casa. Leandro disse:

– Léo, tome uns goles da minha água e veja se você gosta.

Com o caneco pelo meio, Léo começa a beber, mas sente que algo foi misturado no líquido.

Antes de Léo dizer algo, Leandro continua:
– Eu misturei um pouco das bebidas do meu pai aí.
– O que é isso? Retruca Léo. Nós não devemos colocar em nossas bocas nenhum tipo de bebida alcoólica. Nosso corpo é a morada de Deus, e Jesus não gosta que pratiquemos nenhum vício, porque todo pequeno mal começado pode acabar em grandes tragédias.
– Sabe, Léo, diz o amigo. Meu pai e minha mãe gostam de beber aos Sábados. Eles se embriagam. Seus pais não bebem também?
– Não, responde Léo. Aos Sábados nós vamos para a nossa igreja adorar a Deus.

Leandro continua:
– De tanto ver meus pais bebendo, eu coloquei, certo dia, três gotinhas de álcool na água e tomei. Só que eu achei gostoso e fui colocando mais gotas. Hoje eu coloco 30 gotas num copo de água.
Léo já estava escandalizado com o que ouviu do amigo. Mas ficou com pena de Leandro, e disse:
– Você sabe que é o meu melhor amigo?
– Sim, responde Leandro.
– Escuta o que eu vou dizer. Abandona isso enquanto é possível, porque, senão, amanhã você vai sofrer enfermidades e escravidão trazidas pelo álcool.
– Isso é pura verdade. Mas já estou tão acostumado com isso.

Léo interrompe.
– Deus pode lhe ajudar, amigão.

Dois anos depois, Leandro se muda da cidade. O pai, que era militar, foi transferido. Com lágrimas nos olhos, os dois amigos se despedem.

O tempo passou. Léo agora está no último ano do curso de Medicina. Ele com mais três colegas formaram um belo quarteto, e, aos Sábados, cantavam e pregavam nos templos.
Naquele Sábado, eles viajaram para a próxima cidade. Apresentaram, para a alegria dos irmãos adventistas, fantástica programação.
Após o Sábado, a animada mocidade daquele local programou uma excelente hora social – isso foi até às 11 horas da noite, quando os quatro rapazes voltavam com o automóvel de Ronaldo, o chefe do quarteto.
Começou, então, aquela chuvinha fina na estrada. Léo, muito precavido, logo avisa:
– Vamos com cuidado dobrado. Essa estrada é derrapante.
– Eu já vi o aviso, responde o motorista.

De repente, eles são ultrapassados por outro carro em alta velocidade. Léo logo se manifesta:
– Esse motorista deve ter bebido.

Depois de viajarem mais alguns quilômetros, Roberto diz:
– Parece que lá, mais a frente, está um carro tombado.
– É verdade. Deve ser aquele motorista irresponsável que nos ultrapassou, acrescenta um terceiro rapaz.
– São dois no acidente, e ambos estão desmaiados, fala o quarto rapaz.
– Vamos tirá-los com urgência. Já está começando a derramar gasolina, dizem os quatro ao mesmo tempo.

Quando o casal de jovens desmaiados é colocado no carro dos rapazes, o carro dos desconhecidos pega fogo e explode.
– Que horror, dizem os rapazes. Os dois iam morrer queimados.
– Vamos rápido para o hospital, onde damos plantão.

Os dois acidentados foram levados para o CTI do hospital.

Quando amanheceu o dia, os acidentados despertam do coma. Léo olhou para o rapaz socorrido e diz:

– Interessante. Anos atrás eu conheci um colega e fomos grandes amigos. Ele tem alguma semelhança com você. O nome dele era Leandro.
As lágrimas começaram a correr pela face do enfermo. E diz, já tendo reconhecido o médico, antigo amigo:

– Você me disse naquele recreio da escola que as três gotas de álcool que eu coloquei dentro da água poderiam me escravizar. Eu não me tornei alcoólatra contumaz, mas de vez em quando bebo demais. Foi o que aconteceu ontem à tarde. Eu e minha noiva exageramos, então, perdi a direção e não vi mais nada. O enfermeiro me contou que quatro rapazes deste hospital me salvaram, e, por pouco, eu e Lenita não morremos queimados.

– Isso é verdade. Nós os socorremos ontem à noite.

Léo se abraça com Leandro e os dois choram. Os outros três rapazes que haviam chegado pouco antes e ouviram a história, se aproximam e, dessa vez, o quarteto no lugar de cantar, chora. Mas isso é bíblico. A Palavra de Deus diz: “Chorai com os que choram.”

Depois de rolar bastante papo, o quarteto canta para Leandro e o convida para ir até a Igreja quando saísse do hospital. Ele, Leandro, e a noiva agradecem a Deus. Tudo deu certo. Leandro aceitou o convite e recebeu a Cristo na Igreja do quarteto. E, meses depois, realizou ali o seu casamento.

– Abandonei toda espécie de bebida alcoólica, diz Leandro feliz de verdade.

O que podemos aprender dessa história?

1. Deus dá uma segunda oportunidade a todo pecador que se arrepende sinceramente. Só que ele precisa aceitar de coração essa misericórdia divina;

2. Três gotas do mal são suficientes para destruir todo o bem de alguém;

Vamos dizer juntos:

– Jesus amado. Livra-me de toda espécie de vício. (Repetir duas vezes).

A Águia Distraída – Ilustração Para Crianças

Bom dia, meus amiguinhos. Vamos repetir juntos e bem alto: Bom dia a todos!

Eu vou fazer a minha pergunta: Vocês gostam de passarinhos? É claro. Eles são tão lindinhos, seus cantos maravilhosos, suas plumagens (penas) coloridas e belas.

Jesus também gostava de pássaros. Ele disse certa vez: “Olhai às aves do Céu.”

Pois bem. Hoje nós vamos contara história de Tony, uma linda águia real.

Ele tinha tudo de belo:

– suas penas de cor pardo-escuro cobria todo o corpo de quase um metro de altura; seu bico e suas afiadas garras (unhas) eram suas fortes armas, conduzidas por duas asas poderosas. Seu habitat (casa) era lá no pico da montanha. Bem lá no alto. Tony se sentia o rei das aves.

Muitas vezes por dia, ele batia suas potentes asas, subia bastante no espaço e, de lá, vinha planando, planando, até ficar bem próximo das matas e dos campos. Não importava a altura.

Se ele visse ratos ou coelhos, se desfazia no ar e descia como uma seta a 100 quilômetros por hora e agarrava sua vítima e voava de volta para o ninho e, distraída, devorava a caça.
Nos pés da montanha onde habitava, passava um correntoso rio. Algumas vezes, Tony descia e pousava na beira do rio para apanhar peixes. Ele gostava muito da época da piracema (os peixes sobem o rio em cardumes para a desova). Depois de saborear muitos peixes, retornava às alturas.

Um belo dia, a águia real estava faminta. Havia dois dias que não conseguia nenhuma caça, nem ratos e nem coelhos. Então Tony decidiu ir até a beira do rio apanhar peixes. Fez várias tentativas, mas os peixes estavam nadando muito no fundo.

O inverno já estava se aproximando e, nessas ocasiões, os peixes quase não se alimentam. Eles ficam a maior parte do tempo paradinhos. Tony estava preocupado.

– Sabe de uma coisa, pensou a águia. Eu vou andar na beira desse rio. Quem sabe eu não encontro algumas coisas para comer!?

Depois de andar pelos capins e barrancos, ele escutou um barulho dentro do rio.

– O que será isso? Será algum canoeiro?

A coisa se aproxima e passa bem na beirinha do barranco e da água paradinha.

Que surpresa! Era o boi que sempre via no meio do gado. Ele estava rodando, rodando.

– Será que está morto?

Tony voou até as costas do boi. Realmente o animal não respirava.

– Oba! Desta vez eu dei muita sorte.

Com o forte bico, Tony abre o lombo (corpo) do animal e começa um verdadeiro banquete. Come, come e come até não poder mais.

As águas do rio começam a crescer, e, aos poucos, o boi morto começa a descer com a correnteza. Cada vez a águia
enfiava suas unhas mais fundo na caça. E, de vez em quando, Tony abria as asas para se equilibrar. Também, vez por outra, dava pequenos vôos.

O rio, a princípio, estava bem suave, e a águia se distraía. Suas duas garras, agora, estão totalmente seguras nas costelas de sua gostosa refeição.

De repente, o corpo do animal começa a descer mais rápido. A águia resolve comer mais rápido para depois voar. Agarra ainda mais a sua presa. Com a velocidade, Tony começa a se desequilibrar, e agora não dá mais tempo – o seu “restaurante” despenca cachoeira abaixo.

Caído no fundo do poço onde as águas eram despejadas, o senhor das montanhas agora está jogado nas entranhas das águas. A sua, até então, “canoa de carne”, desaparece com a quase afogada águia, que continua rodando, rodando e rodando água abaixo.

Agora é tempo de sair. Com dois dedos quebrados, a ponta de uma das asas danificada, o pescoço ferido – a pobre águia está muito mal. Mais à frente, a sua presa é jogada numa pequena praia.

Depois de descansar, a ave gigante começa a se soltar e caminha manquejante para debaixo de frondosa (copada) árvore. Já se sente melhor. Porém, ainda não consegue levantar vôo.

Ali, deitada, lamenta a sua distração e descuido. Horas depois começa a ouvir o uivado de lobos famintos. Percebe, então, que agora ela vai se tornar também alimento. O pavor começa a tomar conta da rainha das aves.

– Preciso sair daqui, pensa Tony.

Então, Tony caminha para a clareira da mata. Os lobos estão próximos. Eles vêm farejando com o focinho.

Há poucos metros, a matriarca dos lobos salta sobre a águia, mas Tony já havia levantado vôo rumo ao rio. Porém, não consegue velocidade suficiente e os lobos o perseguem nas águas até se cansarem.
A águia, também cansada, pousa logo perto. Ela ainda não consegue alcançar a altura das árvores.

Agora, os lobos e a águia, já descansados, começa tudo novamente, mas desta vez a águia havia melhorado e voou lá para as montanhas, deixando frustrados os ferozes lobos.

O que podemos aprender dessa emocionante estória?

1. A menor negligência pode causar o maior dano;

2. Distrair-se ante o perigo aumentam as chances (possibilidades) de nossos inimigos naturais;

3. Não devemos desanimar ainda que tenhamos errado, assim como a águia fez;

Vamos repetir juntos:

– Senhor, quero ser simples como as pombas, mas astuto como as serpentes. (Repetir duas vezes).