Archives for : Ilustrações para pregações

Em Busca do Sapato Perdido

Ao subir num ônibus urbano, um homem de certa idade escorregou e perdeu um sapato. O ônibus arrancou rapidamente e não podia mais parar, ficando-lhe impossível recuperar o calçado.

O homem tranquilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um jovem que a tudo observara lhe perguntou:

– Por que o senhor jogou fora seu outro sapato?

– Para que quem os encontrar possa usá-los. Apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado na rua, mas de nada lhe adiantará se não tiver o par completo.

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Por quem ele foi ferido?

Um homem andava tão profundamente perturbado com os seus pecados que, certa noite, teve um sonho em que via Jesus sendo brutalmente chicoteado por um soldado.

A cada golpe cruel que atingia as costas de Cristo, ele podia ver com muita nitidez as novas e terríveis marcas que se somavam às anteriores.

Não podendo mais suportar a cena, agarrou o soldado por trás, tentando impedir que ele baixasse o braço para aplicar o próximo acoite.

Neste momento o soldado virou-se para e, para seu espanto, o rosto que ele viu era o seu próprio rosto.

A Igrejinha dos Gansos

No livro “Igreja: por que me importar?”, Yancey cita uma parábola de Kierkegard, filósofo dinamarquês. É a história de um grupo de gansos que freqüentava uma igreja evangélica.

Todos os domingos lá se iam eles, bamboleando até a igreja, daquele jeito engraçado de andar de ganso.

O pastor pregava sempre o mesmo sermão:
– Não precisamos andar somente sobre a terra, presos a este lugar. Podemos alçar nossas asas e voar até as regiões mais distantes, subir até os climas mais abençoados, se tão-somente guardarmos e cumprirmos os mandamentos do Senhor nosso Deus.

A gansarada toda dizia “Amém!”, em altos grunidos. E batiam suas asas alegremente.

Terminado o culto, lá se iam os gansos, bamboleando de volta para suas casas.

Ouviam a mesma mensagem todos os domingos, diziam amém, batiam suas asas e continuavam na mesma.

É Brincadeira – Luiz Fernando Verissimo

Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
– Eu sei de tudo.

Depois de um silêncio, o outro disse:
– Como é que você soube?
– Não interessa. Sei de tudo.
– Me faz um favor. Não espalha.
– Vou pensar.
– Por amor de Deus.
– Está bem. Mas olhe lá, hein?

Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
– Sei de tudo.
– Co-como?
– Sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.
– Mas é impossível. Como é que você descobriu?

A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
– Alguém mais sabe?

Outras se tornavam agressivas:
– Está bem, você sabe. E daí?
– Daí nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
– Se você contar para alguém, eu…
– Depende de você.
– De mim, como?
– Se você andar na linha, eu não conto.
– Certo.

Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
– Eu sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.
– Não sei. O que é que você sabe?
– Não se faça de inocente.
– Mas eu realmente não sei.
– Vem com essa.
– Você não sabe de nada.
– Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é?
– Não existe nada.
– Olha que eu vou espalhar…
– Pode espalhar que é mentira.
– Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
– Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
– Está bem. Vou espalhar.

Mas dali a pouco veio um telefonema.
– Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo,
– Aquilo o quê?
– Você sabe.

Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurrava:
– Você contou para alguém?
– Ainda não.
– Puxa. Obrigado.

Com o tempo, ganhou reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
– Por que eu? – quis saber.
– A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. Recomendei você.
– Por quê?
– Pela sua discrição.

Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos, mas nunca abria a boca para falar de ninguém. Além de bem informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
– Sei de tudo.
– Co-como?
– Sei de tudo.
– Tudo o quê?
– Você sabe.

Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que uma noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que mais se ouvia era a dele, gritando:
– Era brincadeira! Era brincadeira!

Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo:

Sabia demais.

Os Doze Pratos de Porcelana [ILUSTRAÇÃO]

Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de 12 pratos de porcelana rara, de antiga procedência.

Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou-o à morte.

Às vésperas da execução um sábio apresentou-se ao príncipe, pediu para ver os cacos do prato quebrado, e lhe garantiu que era capaz de resolver aquele terrível problema, desde que o príncipe revogasse a sentença daquele pobre homem.

Emocionado, o príncipe aceitou a proposta.

O ancião solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho bordada e os pedaços da preciosa porcelana quebrada espalhados em volta do móvel, no chão.

Atendida sua solicitação, aproximou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore, arrebentando-as todas.

Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
– Pronto, meu senhor, assim fica resolvido o problema da sua preciosa coleção. E o problema é que cada um destes pratos vale mais que uma vida humana.

Deu uma pausa e concluiu:
– Agora podeis mandar matar-me. Sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada separadamente.

Passado o choque, o príncipe, comovido, arrependeu-se da loucura que iria fazer e libertou o velho e o servo.

A Doação de Sangue da Criança Vietnamita

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Várias crianças tiveram morte instantânea. As demais ficaram muito feridas, entre elas, uma menina de oito anos, em estado grave.

Ela precisava de sangue, urgentemente. Com um teste rápido descobriram seu tipo sanguíneo, mas, infelizmente, ninguém na equipe médica era compatível.

Chamaram os moradores da aldeia e, com a ajuda de uma intérprete, lhes explicaram  o que estava acontecendo. A maioria não podia doar sangue, devido ao seu estado de saúde. Após testar o tipo sanguíneo dos poucos candidatos que restaram, constataram que somente um menino estava em condições de socorrê-la.

Deitaram-no numa cama ao lado da menina e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto, enquanto seu sangue era coletado. Passado alguns momentos, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico pediu para a intérprete perguntar a ele se estava doendo. Ele disse que não.

Mas não demorou muito, soluçou de novo e lágrimas correram por seu rostinho.

O médico ficou preocupado e pediu para a intérprete lhe perguntar o que estava acontecendo. A enfermeira conversou suavemente com ele e explicou para o médico porque ele estava chorando:
– Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido direito o que você disse e estava achando que ia ter que doar todo o seu sangue para a menina não morrer.

O médico se aproximou dele e com a ajuda da intérprete perguntou:
– Mas se era assim, porque então você se ofereceu para doar seu sangue?

– Porque ela é minha amiga.

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos – João 15.13

Diminuir o Passo e mudar de Curso

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, também chamada de Paraolimpíadas, nove participantes, todos com deficiência mental ou física alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, exceto um garoto, que tropeçou no piso, caiu rolando e começou a chorar.

Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo olharam para trás. Viram o garoto no chão, pararam e voltaram. Todos eles!

Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “pronto, agora vai sarar”.

E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.

O estádio inteiro levantou e não tinha um único par de olhos secos. E os aplausos duraram longos minutos.

As pessoas que estavam ali, naquele dia, repetem essa história até hoje. Por quê? Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar o próximo a vencer também, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

Que cada um de nós possa ser capaz de diminuir o passo ou mudar de curso para ajudar alguém que em algum momento de sua vida tropeçou e precisa de ajuda para continuar!

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – Mateus 19.19.

Diga não a Provação – Ilustração

Ao sair do seu veículo, um sujeito bateu a porta na lataria do carro que estava estacionado ao lado, num pátio de um supermercado.

Foi apenas um risco sem maior importância, que facilmente desapareceria com um pouco de cera automotiva, mas o dono do outro carro, um sujeito fraquinho e raquítico, ficou muito nervoso e falou um monte de besteiras para ele, ofendendo-o profundamente na frente de várias pessoas e de seu filho, que estava com ele.

Não contente em xingá-lo , provocou-o à briga, mas o homem não cedeu às suas provocações.

Depois que ele foi embora, seu filho lhe disse:
– Puxa, pai, você “dá dois” dele… por quê o senhor não deu uns tapas no cara, pelo tanto que ele te ofendeu?

– Filho, se um desconhecido tenta de dar um pacote suspeito no meio da rua e você o recusa, a quem pertence o pacote? – perguntou-lhe o pai.

– A ele mesmo, é claro!

– Assim também são os insultos, meu filho, seu eu os recebo, são meus; se não os recebo, continuam pertencendo à pessoa que tentou dá-los para mim.

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, uns para com os outros, e para com todos.
I Tessalonicenses 5.15

Deus não é Velhaco – Ilustração sobre Confiança

Era uma vez um sujeito que se endividou muito e foi condenado a saldar suas dívidas de uma só vez, sob pena de ser preso.

Coincidentemente, nesta mesma época um outro indivíduo recebeu a mesma sentença.

Apesar de seus esforços, nenhum deles conseguiu empréstimo em alguma instituição de crédito nem com seus parentes. E o dia fatal ia-se aproximando rapidamente.

Coincidentemente, também, cada um deles tinha um amigo de infância que era rico e, na noite anterior ao prazo fatal, decidiram lhe telefonar pedindo socorro.

O primeiro ouviu de seu amigo que podia ficar tranquilo, pois tinha o dinheiro disponível e iria lhe emprestar a quantia necessária logo de manhã. Aliviado, deitou em sua cama e dormiu feito criança, pois seu amigo era uma pessoa de palavra.

O segundo ouviu de seu amigo a mesma coisa, mas não conseguiu dormir, pois seu amigo era daquele tipo pessoa que promete as coisas, mas não cumpre o prometido. Era um “velhaco” que já havia falhado com ele antes; indigno de confiança.

 

 

Conclusão:
Quando pedimos algo a um amigo e ele nos promete que vai dar, mas continuamos preocupados, estamos dizendo com esta nossa preocupação que este nosso amigo não é digno da nossa confiança; em outras palavras, que é um velhaco.

Moral da história
Quando pedimos algo a Deus e continuamos preocupados, na prática estamos lhe dizendo que Ele não é digno da nossa confiança;

Nunca Subestime um Coração Humilde – [Ilustrações para Pregação]

Certa vez um pastor convidou um médico, amigo seu, para ir à igreja. De pronto, ele disse que iria no próximo domingo. Na expectativa de fazer-lhe uma boa apresentação do evangelho, o pastor preparou um excelente sermão, mas, uma emergência médica mudou os planos do doutor.

Encontrou-o alguns dias depois. Repetiu o convite. O amigo repetiu a promessa. O pregador preparou-se novamente, mas, curiosamente, uma outra emergência o impediu de ir.

Quase um mês depois, o pastor pediu a um irmão da igreja que trouxesse a mensagem principal do culto. Naquela noite o médico veio visitá-los, para desespero do pastor, pois, aquele irmão, apesar de muito temente a Deus, era homem simples, quase analfabeto.

Como o pastor não tinha como voltar atrás, ficou ali quieto, se remoendo por dentro. Já na leitura do texto bíblico, ele quase morreu de vergonha, pois, o irmão errou todas as palavras. Gaguejou, tossiu, engasgou.

A explicação do texto bíblico, então, foi um desastre. O homem não falou nada com nada e limitou-se a repetir uns testemunhos que a igreja já conhecia de cor.

E, para terminar a tortura do pastor, o irmão ainda resolveu fazer o apelo final (sem nenhuma habilidade).

O pastor já estava ensaiando uns pedidos de desculpas e umas palavras de explicação para o amigo, quando, para sua surpresa, o primeiro a aceitar o apelo foi o médico, que verdadeiramente se converteu a Cristo e tornou-se um dos membros mais ativos da sua comunidade.

Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes.
I Coríntios 1.27