O Perigo da Vingança [Ilustração Infantil]

Alô crianças – vocês estão felizes? Sempre alegre é a vida do cristão, sabem por que? Porque nosso Pai celeste gosta muito de cada uma de vocês.

Hoje nós temos uma linda história para contar. Vamos prestar bastante atenção:

Emília tinha 6 anos de idade, e seu irmão, Antônio, 7. Eles moravam lá longe, numa fazendinha. Quase não iam à cidade (70 quilômetro de distância). O sr. Júlio, o pai, não tinha automóvel, mas muitas vacas que davam bastante leite e alguns cavalos, galinhas, perus, patos, marrecos, cachorros e outros animais.

O tio dos garotos, sr. Clementino, carpinteiro, veio visitar os sobrinhos junto com a esposa e fabricar mesas, algumas cadeiras, armários de cozinha. Antônio pediu ao seu tio, para fabricar um caminhãozinho – aliás ficou tão perfeito, que Antônio ficou todo feliz e mostrou para seus pais. A tia de Emília, no mesmo período, confeccionou uma linda boneca de panos e encheu os braços, as pernas e a cabeça de arroz com casca e desenhou os olhos, o nariz, a boca, os dedos das mãos e dos pés da boneca. Emília ficou orgulhosa da sua boneca. Por algum tempo, o irmão brincava com o caminhãozinho e ela com a boneca.

Certo dia, Emília entrou correndo e pisou no pé machucado do Antônio. Antes de ela pedir desculpas, ele já havia puxado a irmã pelos cabelos longos. Emília ficou muito aborrecida.

De tardezinha, Antônio foi buscar as vacas com o pai. Emília bateu com o martelo e quebrou um pedaço da roda traseira do caminhãozinho. Ficou bem quietinho. No outro dia, quando Antônio foi brincar com o seu carro, ele estava mancando, pois faltava-lhe um pedaço da roda. Ele logo percebeu – fora sua irmã. E pensou: “Eu vou me vingar dela.” Então Satanás soprou no ouvido dele: “Enterra a boneca dela lá atrás do galinheiro. Ela nunca vai saber.”

Quando nos vingamos, odiamos ou falamos palavras feias, Satanás fica contente e pára ao nosso lado, nos tentando para fazer coisas piores.
A mãe e a tia da Emília foram até a fazenda vizinha conhecer o novo filho de dona Augusta. Antônio pensou: “É agora que eu me vingo.” “Isso mesmo, faça o que eu lhe disse. Leva a boneca e a enterra atrás do galinheiro”, cochichou Satanás mais uma vez. Rapidamente Antônio foi ao quarto de Emília, apanhou a boneca e o enxadão. Abriu o buraco… Mas começou a pensar: “Eu não vou fazer isso, não… Deus não vai gostar da minha atitude…” Deixa de ser covarde”, sussurra Satanás. “Jogue isso dentro do buraco e pronto!”

O garoto saiu dali muito preocupado. “Como vai ser? Eu não podia ter leito isso com a minha irmã.” “Você agiu certo”, disse Satã. “Ela quebrou o seu caminhão.”

No outro dia, Emília procurou por todos os lugares e não conseguiu encontrar a dita boneca. Antônio, agora, para encobrir o seu erro, começou a mentir: “Eu vi um bicho levando alguma coisa na boca. Quem sabe não era a sua boneca!?”

Os dias se passaram e Antônio dizia: “Bem… Dessa eu estou livrei.”

Fazia muito calor, e Deus começou a mandar chuva, muita chuva, para Iodas as fazendas da região. Acontece que a umidade chegou até ao arroz com casca da boneca. Os grãos começaram a engordar, engordar, engordar… até explodir. E cada um nasceu e vieram para fora da terra.

Uma tarde, o pai dos garotos chamou a família e disse: “Está acontecendo uma coisa muito esquisita aqui atrás do galinheiro. Uma grande tocheira de arroz está nascendo. O que teria acontecido? Antônio, vai buscar a cavadeira e vamos abrir esta cova.” Com o coração batendo a 100 por hora, o menino vai cabisbaixo e pensativo buscar a ferramenta.

Que surpresa! A boneca de Emília havia nascido toda – pernas, cabeça, orelhas… Tudo era planta! Muito envergonhado, Antônio começa a chorar e pedir perdão aos pais. “Antônio, vai buscar uma vara”, ordena a mãe. “Agora se vira e conta até cinco. Você vai ser castigado com cinco varadas nas costas.”

Saibam, crianças. Toda vingança, todo ódio, mentira, palavras feias, são insinuadas pelo nosso inimigo Satanás. Porém, quando nós perdoamos, obedecemos à Deus, só falamos o que é necessário e útil, Deus continua do nosso lado. Os anjos do Senhor não permitem que Satanás e seus anjos se aproximem de nós.

Quantos de vocês querem dizer comigo: “Jesus, eu quero Lhe amar de todo coração. Ajuda-me a ser obediente e feliz. Fica para sempre ao meu lado! Não quero mentir, me vingar. Só quero Lhe amar, Senhor!”?

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