Os Alpinistas [Historinha Infantil]

Vejam, meninos e meninas. Vocês já ouviram contar muitas histórias acerca dos alpinistas (pessoas que gostam de escalar montanhas perigosas), não é verdade?

Essa gente se prepara de forma completa, tanto no físico como no espírito.

• O corpo é exercitado até ao limite máximo;

• O espírito formado até ao máximo também.

Escalar montanhas exige determinação, coragem, resistência e, ainda, fé em Deus. É preciso também conhecer e confiar nos vários equipamentos usados.

Dois garotos, Sertório e Severo, eram irmãos gêmeos. E com a mesma paixão – o alpinismo.

Fascinados, acompanhavam as notícias de bravos e fortes senhores das montanhas. Os primeiros conquistadores dos Alpes europeus, foram exatamente chamados de alpinistas -daí até hoje ser denominado alpinista qualquer escalador de picos.

Os dois irmãos entraram para o alpinismo bem jovens ainda. Buscavam com entusiasmo todo conhecimento físico e psicológico para tão elevada aventura.

Por serem evangélicos, não praticavam vícios (cigarros, bebidas, farras). A prática do exercício físico até ao limite, os deixava cada vez mais confiantes e corajosos. As medalhas e os troféus quase sempre vinham para a dupla.

Chegou a prova final. Juntamente com mais seis jovens, eles resolveram atingir o ponto mais alto de determinada montanha.

Equipados e muito entusiasmados, partiram para a última conquista. Depois de acamparem nas encostas geladas algumas noites, chegou o dia D – era vencer e vencer. Era o último acampamento. Todos estavam cansados e famintos.

– Vamos nos deter, disse o mais velho e experiente companheiro, o que foi admitido pelos demais.

Depois de algumas horas de descanso, os dois irmãos apanharam a corda mais comprida que traziam na viagem e resolveram pesquisar a área para, no outro dia, atingirem o pico desejado.

Não abandonaram as precauções e as cautelas próprias dos verdadeiros alpinistas. Severo, o mais religioso, sempre lia alguma coisa da Bíblia e fazia a sua prece antes de iniciar qualquer escalada, pequena ou grande. Ele orava: “Senhor, nós queremos subir para mais perto de Ti. Ajuda-nos.”

Eles não poderiam ir muito longe porque a noite de lua nova estava cobrindo as estrelas com nuvens escuras. Caminharam, então, com a lanterna própria de cá para lá.

– Devemos retornar, diz Severo.

Mas o irmão propõe ir mais além. Amarraram a ponta da corda num grampo (pino fincado na rocha) e se preparam com os outros equipamentos.

A noite, muito escura, não permitia ver o próximo passo e, antes de apanharem a lanterna, a corda começou rapidamente a se estender e, em poucos instantes, os dois estavam pendurados no espaço.

– Meu Deus. Salva-nos, gritou Severo, o mais religioso e confiante.

– O que vamos fazer, mano? Interroga Sertório. Nós devemos estar numa altura perigosa. Vamos nos arrebentar se sairmos da ponta da corda.

Tentaram voltar, mas era impossível, devido ao posicionamento da corda que os prendia no espaço. Novamente, Severo clama:

– Senhor Deus, eu creio em Ti. Salva-nos.

Uma voz cavernosa, num som roço e profundo, diz:

– Cortem a corda se vocês realmente crêem em Mim.

Severo diz:

– É voz de Deus.

O irmão contesta:

– Como pode ser? É suicídio cortar a corda. Vamos nos matar.

– Pense melhor, mano, Diz Severo. Nós clamamos ao Pai e não ao diabo. A voz é divina! Eu vou cortar só a ponta que me prende.

Isso feito, Severo cai apenas a dois ou três metros no solo firme, e exclama:

– Graças a Deus, graças a Deus!

Não tendo como nem enxergar o companheiro, diz Severo ao irmão:

– Pena que você não acreditou na voz divina. Nós precisamos buscar a Deus com fé, senão é impossível ser ajudado. Eu vou tentar buscar auxílio para você.

Era apenas mais uma saliência da rocha e Severo demorou bastante para se livrar daquele espaço reduzido.

– Senhor, orou Severo. Limpa melhor o Céu para eu poder ver as estrelas e me orientar nessa noite tenebrosa.

O manto negro do espaço num só momento é enrolado. As estrelas brilham com intenso fulgor e glória.

– Obrigado, Senhor, agradece Severo.

Com mais algum tempo, Severo chega ao acampamento se orientando pelas estrelas.

Todos partem em busca do irmão e amigo em grande perigo. A noite daquela madrugada estava mais fria do que nunca

– Sertório deve estar regelado, e corre perigo muito sé rio, diz o mais experiente dos alpinistas.

Com mais alguma busca eles conseguem descobrir a ponta da corda. Severo, então, grita:

Alô, irmão. Você está bem?

Nenhuma resposta. O silêncio toma conta da equipe. Todos imaginam o pior. Aos poucos eles vão puxando a corda até que Sertório aparece. Ele está desmaiado mas o coração está batendo.

Graças a Deus, dizem todos. Vamos enrolá-lo nos cobertores e carregá-lo até ao acampamento.

Alguns instantes mais e Sertório abre os olhos e agradece pelo salvamento.

– Eu não acreditei na voz de Deus, repetia com tristeza.

Quando o Sol apareceu, Sertório teve que ser levado de volta e encaminhado ao hospital. Parte de um dos seus pés estava congelado. De tanto tentar subir pela corda, perdeu a bota do pé direito. O médico precisou cortar parte da ponta do pé do acidentado jovem.

Com tristeza, ele disse:

– Doutor, eu não acreditei na voz de Deus. Custou muito caro a minha falta de confiança no Senhor dos Céus. Com a falta desse pedaço de pé, fica muito difícil continuar sendo alpinista.

– Lamentavelmente, isso é verdade, responde o médico.

O que podemos aprender nesta história?

1. Deus pode nos ouvir e ajudar em qualquer lugar ou circunstância em que estivermos. Porém, nós devemos aprender a ouvir e obedecer a Sua voz.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a crer e confiar sempre em Ti. (Repetir duas vezes).

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