Quanto Valemos? – Ilustração para Crianças

Queridos amiguinhos. Gostaria que vocês prestassem bastante atenção porque nosso assunto de hoje é muito importante.

Guardem esta pergunta na mente: Quanto você vale?

Pensem comigo. O que vale mais: uma nota novinha de 10 reais, aquela que acabou de sair do banco, que ainda não foi usada nenhuma vez, ou aquela nota, também de 10 reais que já está bem gasta, que já esteve no bolso de muita gente e já deu a volta no Brasil? As duas valem a mesma coisa!

Vamos continuar pensando. O que vale mais: essa nota de 10 reais bem novinha, sem uso algum, ou uma nota bem velhinha, toda dobrada, os números já estão quase ilegíveis, só que de 20 reais? Qual das duas vale mais? Certo! A de 20 reais, apesar de velhinha apresenta maior valor.

Pergunta: Será que, para as pessoas, é a mesma coisa? Vamos ouvir a história do rei Medo.

Ele era muito poderoso. Bastante riqueza e grande exército. O seu navio de viajar usava mais de 100 remadores. Naquela época, a condução nas águas era toda a braços de homens (remos).

Ele foi naquele fim-de-semana à Ilha Bela, próxima do continente. Saiu bem cedinho. Seus remadores estavam contentes com aquela viagem de passeio. Ali na Ilha, eles tinham liberdade de passear e folgar.

A maioria, enquanto ouvia a batida do metal para colocar o remo na água, ao mesmo tempo aproveitava para cantar. Outros iam mais pensativos. Porém, certo rapaz bem afeiçoado, braços muito fortes, pernas musculosas, reclamava.

Ao anoitecer, quando o rei se vestiu de marujo e foi ouvir o que seus remadores cantavam ou falavam, se aproximou daquele rapaz e ficou ouvindo o que ele dizia a outro companheiro enquanto remava.

– Sabe, fulano. Eu gosto do rei. Ele é justo e misericordioso. Nosso trabalho é valorizado e reconhecido pela corte. Só tem uma coisa que eu não entendo.

– O que? Pergunta o colega.

– Esse bando de conselheiros que o rei mantém no palácio. Eles ganham 20 vezes mais o valor dos nossos salários… para fazer o que? Conversar nas reuniões e dizer “não sei o que e nem para que”.

A resposta do colega foi:

– Se o rei os mantém, é porque devem ser úteis.

Contesta o reclamante:

– Para que eles servem?

Vagarosamente o rei se afastou.

Pela madrugada eles aportam numa pequena baía e foram nos barcos até ao acampamento preparado na praia grande.

Antes do amanhecer, o rei chamou Cesarino, o rapaz que reclamou no barco, e lhe diz:

– Jovem. Nessa madrugada estive ouvindo certos rumores naquela cabana próxima. Parecerem gemidos. Por favor, vá até lá descobrir o que aconteceu.

Prontamente Cesário percorre aquela distância e volta com a informação.

– É só uma gata que criou gatinhos barulhentos.

– Muito bem, diz o rei. Que tipo de gatos são?

O remador não tinha visto esse detalhe. Sai correndo e volta rápido, dizendo:

– São do tipo siamês.

– Siamês. Bela raça, acrescenta o rei, que continua perguntando: Quantos gatinhos estão lá?

Isso também o remador não observou Sai numa tremenda disparada e volta com a informação.

– Majestade, seis lindos animaizinhos.

O rei quer mais acerca dos bichinhos e pergunta:

– Quantos machos e fêmeas tem lá?

Outra disparada do jovem reclamador.

– Excelência, estão ali três machos e três fêmeas.

O pobre rapaz já estava quase sem fôlego, totalmente esgotado e já amolado com as quatro idas e vindas.

– Muito bem, Cesário. Agora fique sentado aí. O rei, dirigindo-se a outra pessoa, ordena: Me chame o Cerrano, o conselheiro chefe.

– Olá, primão. Como está? Cumprimenta Cerrano o jovem Cesário ao chegar à presença do soberano que reinava.

– Vocês são primos, não é verdade?

– Sim, majestade. Somos primos-irmãos. Tivemos a mesma infância no mesmo lugarejo. Nadamos, brigamos, estudamos e vivemos juntos até aos 15 anos. Depois eu continuei os estudos e o Cesário foi ser pescador.

– Cerrano, esta madrugada eu ouvi estranhos gemidos vindos daquela velha cabana. Você poderia ir até lá descobrir o que houve?

– Com sua licença, excelência. Já retorno.

Tempos depois, Cerrano volta.

– Viva o nosso grande rei! Eu vi ali uma ninhada de gatinhos recém-nascidos.

– Que tipo de gatos?

– Siameses, meu rei.

– Quantos são?

– Seis, majestade.

– Quantos machos e fêmeas são?

– Ali estão três machos e três fêmeas. Eles nasceram dentro do barril ali abandonado. Quando saí do local, avistei certo estranho e perguntei se ele sabia quem era o proprietário da tapera. Gentilmente fui informado de que o prefeito guardava ali coisas velhas e era o dono dos gatos. Quando disse que era o conselheiro do rei, ele me disse que os animaizinhos estão à sua disposição.

O rei olhou para Cesário, o remador queixoso e disse:

– Por esse motivo Cerrano é o meu conselheiro chefe. Ele só foi uma única vez e trouxe mais informações do que eu solicitei. Você foi quatro vezes para me dar apenas parte das informações.

Cabisbaixo, o remador resmunga:

– O rei está com a sabedoria. “Cada macaco no seu galho.”

O que aprendemos com esta história?

1. Não invejar o destaque alheio, mas se esforçar para ser melhor e mais útil. Na maioria das vezes, estamos onde merecemos.

Vamos repetir juntos:

– Senhor, ajuda-me a ser melhor e fiel. (Repetir duas vezes).

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